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Autonomia: ninguém nos ensinou direito e agora precisamos ter?

 

Quase todos nós fomos uma aluna ou aluno “tradicional”.  

 

Como assim?

 

A gente aprendeu que tinha de esperar a escola (ou o professor) orientar tudo:

  • o que ele iria colocar na lousa, pra copiarmos
  • qual tarefa realizar depois
  • qual tarefa realizar em casa
  • qual conteúdo iria cair na prova
  • qual era o mínimo de frequência obrigatória
  • quantas pessoas em cada grupo de trabalho
  • qual o tema do trabalho
  • como fazer o trabalho

 

Ou seja, praticamente TUDO nos era dito.

 

E nós tínhamos de obedecer aos comandos, porque tudo também era controlado.  Fomos esse estudante por décadas, e, em muitas empresas, fomos e somos um profissional bem parecido.

 

Se alguém ou todo um sistema nos ensinou que obedecer era o melhor a fazer, então não é nossa culpa, certo? Está impregnada em nós esta atitude de “obediente aprendiz do mínimo necessário”.

 

Mas o mundo mudou, e ele precisa de pessoas que, entre tantas outras coisas, saibam tomar decisões, aprender coisas novas e chegar aonde quiserem através da autonomia.  Aprender a Aprender é a primeira habilidade listada como necessária no relatório do FEM – Fórum Econômico Mundial.

 

Autonomia está ligada a escolha, pois a gente só continua na jornada quando ela é relevante (pra nós), significativa (pra nós), quando tem um propósito (que é nosso) e, eu arrisco dizer, quando ela é divertida (dentro que cada um considera como diversão) .

 

Um aprendiz – de inglês ou qualquer outra habilidade – que tem mais autonomia é aquele que escolhe, abraça e toma para si essa jornada. Ele pensa se está preparado para não ter uma escola ou professor de inglês, ou se prefere tê-los.   E se ele escolher ter uma escola ou professor na sua jornada, ele não depende exclusivamente deles. Isso é autodireção.

 

E o professor, como fica? 

 

Um professor que entende a aprendizagem autodirigida não é mais o guia de excursão que cumpre certinho o cronograma dos passeios, sem perguntar o que o turista quer ou gosta.   O professor, se e quando escolhido, é um companheiro de viagem, que negocia, que ouve, que orienta a partir do que ouve.

 

O aprendiz é o outro companheiro, que se coloca, negocia e também ouve.  E ambos percorrem a jornada, que tem a cara, a identidade, as vontades e as necessidades de um e do outro. Essa é sempre a melhor viagem, né?

 

Na prática, qual a diferença pro aprendiz? 

Pensando aqui no aprendiz autodirigido de inglês, aquele que tem ou não um professor:

  • ele aprende aos poucos a escolher formatos de conteúdo (apps? textos? quizzes? videos? podcasts? um pouco de cada para praticar todas as habilidades?
  • também entende que, para se comunicar oralmente (compreender e falar) , precisa de diversas iniciativas de aprendizagem que o estimulem a… se comunicar (compreender e falar!).  E essas práticas precisam ser frequentes. Com professores, colegas de trabalho, amigos, colegas de turma em uma escola, jogadores de um game – não importa muito com quem. O que importa aqui é praticar, desde o início da jornada de aprendizagem, com pessoas diferentes, e de níveis linguísticos diferentes também.

 

Só assim, com autonomia, o aprendiz desenvolve autoconfiança, aprende com intenção e também sem intenção. E se joga na vida real (aquela reunião de negócios ou aquela viagem), sem medo.

 

Fontes: 

https://open.spotify.com/show/4RdGmQsvSV5AZAfJg1qviB?si=hFxOrBpNS5-qNVTm9yj3DA&nd=1

https://instagram.com/verbify.oficial?igshid=YmMyMTA2M2Y=

https://alexbretas.com/livros

 

Escrito por Rose Souza e publicado na coluna semanal da Exame.com. Editado para o blog da Companhia de Idiomas.

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