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30 dias para ser menos pior – Parte II

 

Já se passaram mais ou menos 30 dias desde que eu propus a você, leitor, ser “menos pior” em algo que esteja aprendendo. E se essa proposta ainda te causa alguma estranheza, é porque você não leu a primeira parte deste desafio. Mas não se preocupe, você pode acessá-la clicando aqui. 

Agora, se você já está familiarizado com a ideia, me conta uma coisa: você conseguiu ser “menos pior” em algo nestes últimos 30 dias? 

Retomando um pouco, o desafio proposto na primeira parte era escolher qualquer coisa em que você quisesse ser melhor (ou “menos pior”) e tentasse fazer um pouco por dia, durante 30 dias. Aqui, desta vez, nós vamos afunilar um pouco mais e falar especificamente sobre como fazer isso com o seu inglês (ou qualquer outro idioma que esteja estudando). Vamos lá?

Resumindo a ideia, para sermos menos piores em algo nós devemos:

  • baixar nossas expectativas em relação ao progresso ao fim da prática do dia (ser realista)
  • buscar o progresso, por menor que ele seja (evolução)
  • fazer um pouco por dia, todos os dias (regularidade)

Quando você estuda um idioma, a prática diária é essencial, não tem jeito. E essa prática pode ser muita coisa: a tarefa que seu professor deixou para a semana, aquele aplicativo que te ajuda a aprender um novo idioma, algo que você esteja lendo (de tweets curtos ou manchetes a um livro), estudar uma música que você gosta, até mesmo jogar videogame. O importante é que algo seja feito todos os dias.

Talvez, você já tenha lido ou ouvido por aí sobre a famosa teoria dos 21 dias para se adquirir um novo hábito. Este número, segundo alguns estudos, pode variar bastante de pessoa para pessoa, de hábito para hábito. Mas o que não varia é o fato de que para se adquirir um hábito é importante que ele seja feito diariamente. E para te ajudar nesta empreitada com o seu inglês, eu proponho que você faça o seguinte:

 

01. ACOMPANHE SUA PRÓPRIA REGULARIDADE

Você vai precisar de alguma ferramenta que te ajude a acompanhar o seu compromisso com sua regularidade: pode ser uma cartolina, uma folha de papel, uma lousa na parede, um aplicativo habit tracker ou o modelo que o próprio Austin Kleon, autor do desafio do 30 Days To Suck Less, criou e disponibilizou para download gratuito no seu site.

 

https://www.dropbox.com/s/0fxegdcufe2zcbv/practice-suck-less-challenge.pdf?dl=0

Seja qual for a ferramenta, o conceito é o mesmo: iniciar o ciclo e não quebrá-lo até que o período do desafio (7, 21 ou 30 dias) se encerre. 

Parece algo simples, e realmente é. Mas ter à mão algo que te faça visualizar o seu progresso vai te ajudar a se manter na linha e engajado em completar o desafio. Afinal, depois de 4 ou 5 dias seguidos, você não vai querer deixar um espacinho em branco na sua tabela de acompanhamento, vai? Tenho certeza que não.

 

02. DEFINA AS PRÁTICAS DO DIA

Agora você vai precisar definir o quê você vai estudar em cada dia. 

Faça uma pequena lista de atividades que você gosta e converse com o seu professor sobre como você pode usá-las para melhorar o seu inglês. Por exemplo, se você gosta de ver séries, conversem sobre como você pode praticar o seu inglês enquanto assiste a um episódio. Ao conversar com o seu professor, tente chegar a uma lista de atividades semanais que cubra as 4 habilidades essenciais de uma língua: leitura, escrita, fala e escuta.

Veja uma pequena sugestão de como dividir, no decorrer de 1 semana, atividades de prática de inglês:

Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado
App de estudo (Duolingo) Podcast da semana Música e letra Tarefa de casa 5 manchetes ou tweets 10 palavras novas 1 episódio de uma série

Estas são sugestões de atividades curtas, que devem ter entre 10 e 30mins de duração, não mais que isso. E lembre-se que cada aluno tem suas particularidades e necessidades bem específicas, por isso, monte este cronograma de estudos com a ajuda de seu professor.

 

03. TENHA UM HORÁRIO DEFINIDO

É praticamente impossível encontrarmos uma pessoa hoje que pode se dar ao luxo de dizer que está com bastante tempo livre e a agenda leve e disponível. E eu sou capaz de apostar que você que está lendo este artigo não é uma dessas pessoas. Por isso, se você não definir um horário bem específico em sua agenda, as chances de você quebrar o ciclo são grandes.

Um erro muito comum nesta etapa é deixar o horário de estudos para o horário de descanso. E se você deixar as 2 atividades, estudos e descanso, no mesmo horário você, eventualmente, vai precisar escolher uma delas. E ao fim de um dia longo e cansativo, qual delas será que você vai escolher? Estudar ou descansar? Provavelmente a segunda. E está tudo bem, afinal, todos precisamos descansar e renovar as energias.

Por isso, minha dica é que você não deixe para fazer sua prática diária em um horário que você esteja cansado, que costume usar para descansar. Procure um horário em que você esteja mais ativo e ainda com energia. Pode ser pela manhã, antes do trabalho, ou no finzinho da hora do almoço. Ou, como eu gosto de fazer, na parte da noite, assim que encerro o trabalho. Cada pessoa terá o seu melhor horário, cabe a você testar e descobrir qual o seu.

“Mas, Bruno, eu não tenho nenhum horário livre mais no meu dia. O que eu faço?”

Neste caso, eu vou ousar te dizer que você muito provavelmente tem esse tempo, só não está conseguindo encontrá-lo. E aí, você vai ter que ficar ligado na minha próxima coluna onde vou falar um pouco mais sobre como podemos encontrar tempo de estudo no nosso dia tão atribulado. 

Por enquanto, ficamos combinados de que nos próximos 30 dias você vai trabalhar diariamente para que, ao fim do período, você esteja “menos pior” no seu inglês. Deal?

Até a próxima!

 

Escrito por Bruno Braga e publicado na coluna semanal da Exame.com. Editado para o blog da Companhia de Idiomas.

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