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26
OUT
16

Flipped Class: um jeito diferente de aprender inglês



 

Flipped class não é um conceito novo, mas começou a ganhar força no Brasil mais recentemente. Ele surgiu com o avanço das novas tecnologias e o decorrente espírito colaborativo.
 
Uma tradução simplificada de flipped class  é “aula invertida”, um modelo pedagógico que desloca o ensino em sala de aula para aprendizado na forma de atividade extraclasse. Em outras palavras, a ordem de apresentação de conteúdo é invertida. O aluno trabalha, antes da aula, com instruções dadas pelo professor, normalmente via computador ou celular, para depois discutir com seu professor sobre o que leu, ouviu ou assistiu.

Assim, o foco do que chamamos de guided learning hours (horas de aprendizado conduzidas pelo professor) fica sendo em conversação, que é a habilidade mais desafiadora para quem quer atingir fluência em inglês.

O aluno deve ouvir um áudio, assistir a um vídeo ou ler um texto quantas vezes achar necessário e nos horários que puder. Como parte da preparação para sua aula, ele deve buscar o vocabulário novo em algum dicionário eletrônico, como o www.thefreedictionary.com, e estruturar suas ideias sobre o conteúdo para fazer uma mini apresentação.

Em aula, o professor se concentra em solucionar eventuais dúvidas, assistir à apresentação feita pelo aluno, fazer perguntas, trabalhar o vocabulário e estruturas gramaticais interessantes que tenham no material selecionado e dar feedback sobre os erros (de vocabulário, pronúncia e gramática) cometidos durante o discurso do aluno.

Quais são as vantagens desse modelo? 

1. No caso de material customizado para o curso, o aluno pode selecionar o conteúdo que deseja trabalhar na aula seguinte. 
2. O professor desempenha o papel de facilitador no processo de aprendizagem. 
3. A aula passa a ser o momento da prática oral do inglês, com  solução de dúvidas, aplicação prática de vocabulário e estruturas gramaticais novas ou ainda não automatizadas.
4. O aluno também tem a responsabilidade de seu aprendizado.

Esquema de uma Flipped class:


Você já está estudando inglês assim?


Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 26/10 na coluna semanal da Exame.com. Editado por Lígia Crispino para o blog da Companhia de Idiomas.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Vagas Profissões e Revista da Cultura. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Cultura.

E se você quer se aprofundar neste assunto, fale com a gente. A Companhia de Idiomas tem professores que vão até a sua casa ou empresa.
Fale com: 
roselicampos@companhiadeidiomas.com.br

20
OUT
16

O que é Plain English e porque você deve usá-lo nos negócios



 


Todos sabem que nós, brasileiros, temos a tendência de usar palavras demais para nos expressar. No entanto, há alguns anos, as redes sociais nos induzem a desenvolver uma comunicação clara, concisa, informal e fácil de entender. E, agora, empresas internacionais começam a treinar seus funcionários a usar o Plain English. Mas o que é isso?
 
Comunicar-se usando o Plain English é lembrar que “less is more” (menos é mais). É evitar jargões, acrônimos e estruturas rebuscadas, para que, de fato, TODOS compreendam a mensagem em inglês, quer este idioma seja a primeira língua ou não da pessoa que lê ou ouve. O Plain English serve também para que ninguém se sinta excluído ou simplesmente deixe de realizar algo na empresa, por não entender totalmente a mensagem.

Um exemplo:
Você pode usar a expressão  “blue-sky thinking”, para designar ideias que não são limitadas por modas ou crenças.  Mas se você…

a) está se comunicando com um público multicultural
b) quer ser entendido e não faz questão de demonstrar seu vasto vocabulário

…os conceitos do Plain English orientam que é melhor você escrever ou falar o que quer dizer, sem usar uma expressão pouco conhecida pela maioria.  No mundo ideal, todos buscariam o significado da expressão e aprenderiam mais uma, certo? O mundo corporativo não é um mundo ideal L

Há empresas internacionais, como a Pearson, que já elaboraram um guia para ajudar os funcionários a se expressarem de forma que todos compreendam. Algumas dicas divulgadas:
- Use uma linguagem simples, lembre-se que você está falando com um estrangeiro cuja primeira língua não é o inglês
- Use frases curtas, de aproximadamente 20 palavras
- Evite jargões e expressões idiomáticas
- Sempre que possível, escolha palavras curtas
- Apresente sempre a informação chave antes dos detalhes
- Use voz ativa ao invés de voz passiva (“We’ll do it” ao invés de “It will be done”)
- Quebre longos textos com subtítulos
- Se tiver de usar acrônimos ou abreviações, coloque a definição na primeira vez que mencioná-los no texto. Ex: I.P.O. (initial public offering)


Então, como emissores de mensagens em inglês em empresas internacionais, temos de usar o Plain English. E como eternos estudantes de inglês, devemos continuar aprendendo os tais jargões, acrônimos e estruturas complexas, para entender qualquer interlocutor - ou impressionar um chefe gringo, né? J


Escrito por Rose Souza. Publicado em 19.10 na coluna semanal da Exame.com. Editado por Rose Souza para o blog da Companhia de Idiomas 

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e PÓSMBA pela FIA/FEA/USP.  Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso, RH.com e Exame.com.   Professora de Técnicas de Comunicação, Gestão de Pessoas e Estratégia na pós graduação ADM da Fundação Getulio Vargas/FGV.



E se você quer se aprofundar neste assunto, fale com a gente. A Companhia de Idiomas tem professores que vão até a sua casa ou empresa. Fale com: roselicampos@companhiadeidiomas.com.br