Artigos de Negócios

27
SET
17

Visual Thinking para o aprendizado de idiomas estrangeiros



 

O nosso cérebro é um centro de conexões, um labirinto rebuscado e de tráfego incessante. Apenas 2% dele funcionam de forma linear. Os 98% restantes funcionam através da criação de inúmeras sinapses, as quais são caminhos construídos, ampliados, alterados e destruídos o tempo todo. Essa infraestrutura de conexões é composta por bilhões de neurônios que se comunicam entre si, ininterruptamente, através de rotas em constante transformação.

O cérebro é capaz de classificar e significar as informações. O visual incrementa a captação e retenção de conteúdo, por isso se trata de um aliado importante para o aprendizado do inglês, por exemplo. Quando aprendemos vocabulário novo, essas palavras vão para a memória de trabalho: sua atuação se dá no momento em que a informação é adquirida. A retenção acontece por segundos.

Dependendo da sua importância, ela vai para a memória de curto prazo, ou seja, a maioria das informações é descartada em um curto período de tempo. O que for considerado relevante e o que for emocionalmente marcante - sejam situações e conteúdos felizes ou traumáticos – passam para a memória de longo prazo. Esta memória armazena as informações por semanas, meses ou até por uma vida toda!

No caso do aprendizado de uma língua estrangeira, o grande desafio está em passar as informações que estão na memória de curto para a de longo prazo.


A retenção dessas informações no cérebro permitirá a automação e, com ela, a desenvoltura e velocidade desejadas na comunicação oral.

prática constante é a base para chegar na memória de longo prazo e automação. Tudo aquilo que aprendemos e não utilizamos é descartado pelo cérebro. Ele não tem condições de armazenar tudo o que vemos, é uma espécie de mecanismo de defesa que busca o seu bom funcionamento e a economia de energia. Uma técnica que pode aumentar essa capacidade de retenção é o Visual Thinking (Pensamento Visual), ferramenta utilizada para organizar o conhecimento a ser adquirido, nossos pensamentos e para melhorar nossa forma de pensar, comunicar e assimilar um conteúdo.


Assista aos três vídeos de Dave Gray, autor de vários livros e fundador da consultoria Xplaner, para entender melhor como usar o pensamento visual. O primeiro deles é uma prática para destravar e soltar a mão e experimentar desenhar:

http://www.xplaner.com/visual-thinking-school

“O pensamento visual é uma forma de ampliar o seu repertório e a capacidade de ir além do mundo linear da comunicação escrita e entrar no mundo não-linear de complexas relações espaciais, redes, mapas, infográficos e diagramas”. Dave Gray

Pensando visualmente:

http://pin.it/siEBm2O

Além de praticar a sua forma de usar desenhos e imagens para estudar vocabulário e gramática, é possível recorrer a portais de photo / picture dictionaries:

http://www.visualdictionaryonline.com/food-kitchen.php

https://archive.org/details/LongmanPhotoDictionary3rdEdition

http://www.esolhelp.com/online-picture-dictionary.html


E aplicativo:

http://download.cnet.com/English-Picture-Dictionary/3000-20415_4-76270655.html

O pensamento visual sintetiza o conhecimento e pode fazer a diferença no aprendizado de idiomas estrangeiros. A Companhia de Idiomas está sempre buscando novas modalidades de cursos e estratégias que contribuam para os vários estilos de aprendizagem dos nossos alunos. Quer saber mais? Fale comigo!

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC e extensões na área de Marketing na ESPM, FGV e Insper. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista do portal Vagas Profissões e Revista Exame. Mobilizadora cultural à frente do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes. Quer falar comigo? Meu email é ligia@companhiadeidiomas.com.br e Skype ligiavelozo