BLOG

11
SET
17

8 dicas para fazer seu cérebro pensar em inglês no Brasil



 

Muitas pessoas não acreditam que seja possível aprender inglês, estudando aqui no Brasil. Pela minha própria experiência e de várias pessoas que conheço, posso afirmar que é perfeitamente possível! A questão é que depende muito dos alunos! A proficiência de um idioma como o inglês demanda tempo, paciência e dedicação. Não existe fórmula mágica para começar a pensar em inglês, um marco que demonstra essa fluência tão desejada e necessária.

Vamos, primeiro, entender um pouco sobre o funcionamento do cérebro. Quando nascemos, nosso cérebro começa a trabalhar como se fosse uma esponja, absorvendo tudo ao nosso redor através dos sentidos básicos.

Conforme vamos crescendo, o cérebro aprende a raciocinar, pensar, calcular, processar, analisar, decodificar informações e expressar-se, em nossa língua materna. Passamos a criar parâmetros de comunicação do português. Esses parâmetros nos permitem a automação e agilidade no processo de transformação de pensamento em fala. Especialistas dizem que esse processo de verbalizar o pensamento acontece em apenas 600 milissegundos.

Quando queremos dizer algo em inglês e não pensamos diretamente no idioma, acontece o seguinte:


O ideal é encurtar esse processo já pensando em inglês:


O desafio é aprender a eliminar as etapas de “pensar em português” e “traduzir”. Isso ocorrerá à medida que ampliarmos nosso vocabulário e nossa estruturação gramatical através de muita prática e contato com o inglês. Que ações realizar para conseguir esse incremento?

1. Começar a se organizar, estabelecer metas de número de palavras novas em seu discurso.

2. Ler algo em inglês todos os dias, notícias e artigos em jornais, revistas, portais. Abaixo alguns exemplos de sites:

REVISTAS
National Geographic
Economist
Time
BusinessWeek

JORNAIS
The New York Times
The Washington Post
The Wall Street Journal
The Guardian
The Times

3. Ouvir inglês todos os dias em programas de rádio, TV, Internet, Netflix etc.

4. Usar dicionário monolíngue o máximo possível, isto é, inglês-inglês.

5. Criar glossários, usando o item 4 acima, das palavras novas nas atividades 2 e 3. Fazer frases com cada uma delas.

6. Falar inglês sozinho, por exemplo quando estiver no carro ou em casa.

7. Ouvir e repetir diálogos curtos em voz alta.

8. Ouvir músicas em inglês e tentar decorar as letras e cantá-las. Usar sites como:

www.letras.mus.br
www.lyricstraining.com
www.vagalume.com.br

Enfim, faça várias atividades diárias, trazendo o inglês para o seu dia a dia, criando novas sinapses de comunicação em seu cérebro. Além de, obviamente, realizar um bom curso de inglês!

Se quiser conhecer todos os formatos de curso que temos para definir qual é o mais adequado ao seu perfil, orçamento, disponibilidade e prazo, fale comigo. Será um prazer ajudá-lo!

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC e extensões na área de Marketing na ESPM, FGV e Insper. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista do portal Vagas Profissões e Revista Exame. Mobilizadora cultural à frente do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes. Quer falar comigo? Meu email é ligia@companhiadeidiomas.com.br e Skype ligiavelozo

Escrito por Lígia Velozo Crispino. Publicado em 09.08 na coluna semanal da Exame.com. Editado por Lígia Velozo Crispino para o blog da Companhia de Idiomas. 

11
ABR
17

Aulas Presenciais ou por Skype? E agora?



 

Muitos alunos de idiomas atualmente têm dúvidas sobre as vantagens e desvantagens de se ter aulas por Skype, Hangouts ou outras plataformas de comunicação. Alguns nem questionam e dizem: “a aula presencial é sempre melhor". Será? A Rose Souza, sócia-diretora da Companhia de Idiomas, fez para nós uma lista de vantagens dos dois modelos (Skype e Presencial). Verifique quais vantagens são mais relevantes para a sua carreira neste momento, considerando sua agenda, condições financeiras, nível linguístico no idioma, além de metas e o prazo que você tem para se tornar fluente.

VANTAGENS AULA POR SKYPE ATRAVÉS DE UMA ESCOLA
VANTAGENS AULA PRESENCIAL EM UMA ESCOLA
É possível encontrar professores excelentes com mais facilidade, por ser mais conveniente para eles não terem de se deslocar.
O contato humano presencial entre professor/aluno e aluno/aluno é natural, sem tecnologia ou equipamentos envolvidos.
Aulas individuais ou em dupla tendem a ter resultados mais rápidos, porque o tempo de fala do aluno é maior, além de ser possível personalizar mais o curso.
O contato humano presencial pode ser fundamental para alguns alunos se manterem motivados.
Aulas por Skype ou Hangouts tendem a ter um preço menor, se comparadas à aula presencial (tem de comparar mesmo número de alunos na modalidade virtual e presencial).
Para alunos que gostam de salas físicas com vários colegas, a aula por Skype/Hangouts pode ter menos pessoas, ou não ser possível ver as pessoas, mas apenas ouvi-las (em salas virtuais cheias).
Não ter de se deslocar até a escola pode possibilitar a realização de um curso mesmo com agenda cheia.
Em uma sala de aula com diversos alunos, há interação entre colegas e o dinamismo pode contribuir para o processo.
Para alguns, o computador pode colaborar para aumentar o foco na aula, pois o aluno pode ficar mais concentrado, não tem tantos pontos de distração no ambiente, como em uma sala de aula (se o aluno não ficar abrindo outras telas…).
Para alguns, o ambiente escolar pode colaborar para aumentar o foco na aula, pois o aluno pode se envolver e se concentrar mais.
É possível ter aula durante viagens de negócios, na sala de espera do médico, no trânsito, no trajeto casa/trabalho, dependendo do programa. Isso minimiza um dos grandes vilões da aprendizagem: a falta de regularidade no curso.
Não há a dependência de internet, wi fi, computadores, tablets ou celulares.
O registro de conteúdo da aula (vocabulário novo, por exemplo) é facilitado.
Métodos que incluem aulas movimentadas, com técnicas de teatro e simulações, são facilitados neste modelo.

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA. Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e PÓSMBA pela FIA/FEA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso, RH.com e Exame.com. Professora de Técnicas de Comunicação, Gestão de Pessoas e Estratégia na pós graduação ADM da Fundação Getulio Vargas/FGV.

E se você quer se aprofundar neste assunto, fale com a gente. A Companhia de Idiomas tem professores que vão até a sua casa ou empresa. Fale com: karina.soares@companhiadeidiomas.com.br

07
MAR
17

Você tem medo de falar inglês



 

A timidez é um dos maiores obstáculos à comunicação. Em inglês, é ainda pior. O tímido teme se expor por causa do julgamento, da crítica e até da rejeição dos seus colegas de trabalho, chefes e clientes. Ele acredita que todos recriminam o seu jeito de falar a língua. Quando sabe que precisará se expor, fica ansioso, o que intensifica ainda mais os erros e os “brancos”.
   
Sozinho com suas ideias e censuras, ele se transforma na sua própria barreira e pode chamar muito mais a atenção justamente pelo medo de errar. Freud já dizia: “Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons”.

Não é algo simples de resolver, mas é importante tentar continuamente, porque assim o resultado virá. Confira a seguir 7 dicas que poderão ajudar você a lutar contra o medo de falar inglês em público: 


1. Selecionar a melhor opção de curso para o seu perfil de aluno

Qual será o formato de curso mais adequado? Há muitas possibilidades: aulas individuais, aulas em grupo. Presenciais, via Skype, on-line. Escolas abertas, escolas in-company etc. O ideal é que o curso tenha metodologia compatível com suas necessidades e seu estilo de aprendizagem, ou que ofereça programas customizados. Também importante que tenha conteúdo diversificado: portais, aplicativos, livros, revistas, áudios etc. Quando fazemos um curso que vai ao encontro do nosso perfil, fica mais aprender e, consequentemente, ter confiança no seu conhecimento e potencial. Com confiança, o medo tenderá a diminuir gradativamente.


2. Buscar se desvencilhar do julgamento interior

Na classe ou na vida, quando o julgamento vier, traga para a consciência, converse com você mesmo. Às vezes, nós nos julgamos e nos comparamos injustamente, pois não estudamos o suficiente para ter uma boa fluência. Além disso, somos diferentes e todos nós, sem exceção, temos qualidades e fragilidades. O importante é investir no autoconhecimento para saber a origem deste comportamento e procurar trabalhar para superá-lo.

Questionamentos virão, tais como: “O que as pessoas estão pensando de mim? Será que estou vermelho? Estou transpirando? E se me perguntarem algo que não souber responder?” Mas não dê atenção. Se você estiver preparado e investindo no aprendizado do idioma, vale o item 2 abaixo. Isto é inteligência emocional.


3. Aceitar os erros

Se perceber que falou algo errado, não leve em consideração: continue, o importante é falar. Focar na desenvoltura, nos níveis mais básicos, é mais importante do que falar tudo corretamente. A eliminação dos erros é um processo que leva tempo. No processo de aprendizagem de um idioma como o inglês, é importante ter claro que como é uma língua muito diferente do português, precisamos esperar o cérebro se acostumar com os novos parâmetros de comunicação.

4. Falar em voz alta
Estamos sempre pensando. Então, todos os dias, procure pensar em inglês e também criar diálogos e repeti-los várias vezes em voz alta, ou repita diálogos de séries ou cante junto com as músicas. Grave e ouça sua própria voz e veja se consegue perceber eventuais erros de gramática e pronúncia. Acostume-se a se ouvir. 

5. Observar a respiração

Quando deixamos a ansiedade tomar conta do nosso corpo, a respiração fica ofegante, começamos a gaguejar ou trocar palavras, perdemos o foco do que estamos fazendo e falando. Neste cenário, o ideal é fazer uma pequena parada e respirar fundo algumas vezes, por pelo menos, um minuto e de olhos fechados, só percebendo o ar entrar profundamente e o ar sair calmamente. A respiração profunda nos acalma e traz equilíbrio.

Cuidado também com a sua postura corporal. Ao manter a coluna ereta e olhar para frente, você transmite credibilidade e segurança. Isso aumenta a sua auto confiança. O corpo fala e pode transmitir o que você não deseja. Só que, se você tiver consciência, pode alinhar a sua fala com o que seu corpo está transmitindo.

6. Ter disciplina e foco
Estabeleça ações e metas diárias, semanais e mensais de aquisição de vocabulário, pronúncia adequada e estruturas gramaticais. Além de realizar um curso de inglês, você deve utilizar muitos outros recursos, mencionados no item 6. Quanto mais estruturas e vocabulário você tiver adquirido e automatizado, mais fluida será a sua comunicação. Lembre-se de que para atingir seus objetivos de fluência será necessário tempo. Regularidade e foco no que precisa ser feito sempre até atingir seus objetivos de fluência.

7. Ser persistente

Se você esperar mudanças radicais e imediatas, passará a se cobrar ainda mais porque o domínio do inglês não acontece em pouco tempo. É necessário um mínimo de 600 horas de curso para alcançarmos uma fluência avançado do idioma. Não adianta falar que você já começou e parou vários cursos. Lembre-se, é preciso regularidade e continuidade. Além disso, não é o número de anos de estudo. Vejo pessoas que dizem estar estudando inglês há dois anos, mas fazendo uma hora semanal. O ano tem 52 semanas. Em dois anos, na melhor das hipóteses, o aluno terá feito 104 de guided learning hours (horas com professor). É preciso entender isso para não se cobrar indevidamente. 


Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 01 de dezembro de 2016 para Vagas.com. Editado por Lígia Crispino para o site da Companhia de Idiomas - Artigos de Gestão.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Revista da Cultura e Exame.com. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Cultura.

E se você quer se aprofundar neste assunto, fale com a gente. A Companhia de Idiomas tem professores que vão até a sua casa ou empresa. 
Fale com: 
roselicampos@companhiadeidiomas.com.br