Artigos de Gestão

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17
JAN
17

Planejamento para Estudar Inglês (Parte 2)



 

 

2) Falta de determinação
As pessoas desistem muito rápido quando percebem que aprender inglês demanda tempo. Não é um aprendizado que acontece da noite para o dia. O fato é que o processo de aprendizagem de um idioma passa por quatro estágios:

1º Estágio: Incompetência Inconsciente
Não sabemos o que não sabemos. 
Quando uma pessoa que só teve contato com o estudo de inglês no colégio. Ela não tem a real dimensão do que é o idioma. Além disso, não usa e nem consegue entender.

2º Estágio: Incompetência Consciente
Sabemos o que não sabemos. 
Reconhecemos nossa deficiência e o quanto ainda temos pela frente para nos tornarmos fluentes.
Neste estágio, é possível se sentir sobrecarregado com as dificuldades a serem enfrentadas. Cometer muitos erros antes de conseguir fazer o certo é normal e importante no processo de aprendizado, apesar de ser um pouco frustrante. Um número muito elevado de pessoas desiste neste estágio.

3º Estágio: Competência Consciente
Experimentamos e praticamos o idioma. Sabemos usá-lo muito bem, mas ainda precisamos pensar isso.
É mais fácil que o estágio anterior, pois passa a ser menos desconfortável. Já conseguimos falar o idioma, mas de forma lenta e com bastante concentração para não errar. Ainda pensamos em português, mas é menos frustrante, podendo até ser divertido, pois já vemos resultados positivos.

4º Estágio: Competência Inconsciente
Se continuamos a estudar e praticar a língua, chegaremos ao estágio de automação. Falamos inglês, sem precisar pensar em português. As estruturas gramaticais e vocabulário estão consolidados.
Chegamos neste estágio com muita prática.

Herman Ebbinghaus realizou uma pesquisa sobre o nível de retenção de conteúdo X tempo. Ele queria identificar a velocidade na qual a memória funciona se nada é feito para reforçar o conteúdo visto.  

Em 20 minutos, 42% do conteúdo novo é esquecido.
Em 24 horas, 67% do que foi ensinado é esquecido.
Um mês depois, a retenção é de apenas 21% ou menos.

Essa antiga descoberta ainda é muito verdadeira e crucial para o sucesso no aprendizado de um idioma estrangeiro. Isso porque o volume de informação e imenso, vocabulário e estruturas gramaticais.
O gráfico abaixo mostra que esta curva do esquecimento é quebrada quando há revisões e estudo extraclasse do conteúdo ensinado. Portanto, além de decidir qual carga horária você disponibilizará para as aulas de inglês, o professor terá de fazer revisões sistematizadas nas aulas e você precisará dedicar um período semanal para esse estudo.

 


Podemos concluir que a curva de aprendizagem não é linear. Nosso cérebro não é um balde ou um armário vazio no qual vamos jogando conteúdos. Na verdade, o que acontece é que as informações vão sendo processadas e conectadas a outras já armazenadas. Quanto mais estudarmos, mais conexões serão feitas, e maior será o conhecimento. 

Como o número de conexões cresce com a aquisição de novas informações, o progresso inicial exige um esforço muito grande. Se forem conexões inteligentes, as primeiras horas de curso serão determinantes, pois trarão um retorno rápido e qualificado. O problema é que este ritmo vai caindo com o passar do tempo, até se estabilizar em um determinado nível. Aí, muitos alunos desistem porque querem manter os resultados rápidos.


Se você quiser fazer essas perguntas para um especialista da Companhia de Idiomas, basta agenda um horário com roselicampos@companhiadeidiomas.com.br, teremos prazer em esclarecer como desenhamos cursos sob-medida para nossos alunos.

Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 27 de janeiro de 2017 para Vagas.com. Editado por Lígia Crispino para o site da Companhia de Idiomas - Artigos de Gestão.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Revista da Cultura e Exame.com. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes.
 

17
JAN
17

Planejamento para Estudar Inglês (Parte 1)



 



Por que muitas pessoas estudam inglês por um longo tempo e ainda não são fluentes?

Por que muitas pessoas não dão continuidade, começam e param vários cursos?
É preciso entender a história de cada um com o inglês e as escolhas feitas, mas basicamente há três problemas que levam a este cenário:

 

1)      Falta de planejamento e de foco

O aluno não estabelece prioridades, ou seja, não executa o planejamento desenhado para ele ou que ele próprio estruturou. Muitos sabem exatamente o que precisam fazer, mas não fazem.

 

Vale refletir um pouco sobre como utilizamos o nosso tempo, pois podemos nos sabotar, usando nosso tempo “livre” de forma bastante improdutiva. Como trabalhamos muito e temos desafios diários, justificamos coerentemente a razão de priorizarmos apenas as coisas das quais gostamos mais em nossa agenda.

 

Uma semana tem 168 horas. Podemos dizer, de maneira generalizada, que dedicamos

 

7 horas por noite (49 horas) para o Sono                                     

10 horas por dia, já considerando horário do almoço (50 horas) para o Trabalho       

3 horas para se deslocar entre casa e trabalho (15 horas) para o Deslocamento                        

Se este cálculo for válido para a sua realidade, sobram 54 horas por semana, para serem divididas entre lazer, ócio, família, amigos, saúde, hobbies, viagens e estudo.

 

Como você está equilibrando sua balança? Está dedicando tempo demais para o trabalho e pouco para o lazer? Muito para hobbies e quase nada para o estudo? Muitas pessoas desperdiçam muitas horas se deslocando, só que também é possível utilizar esse tempo para realizar algumas dessas atividades.

 

Avalie! Não cola a justificativa de falta de tempo para não ser fluente no inglês! Ela é apenas uma desculpa para você ficar bem consigo mesmo por não ter feito o que precisava. A desculpa da falta de dinheiro também é relativa, pois há várias soluções e formatos de cursos, com preços bem variados e também muito conteúdo gratuito na Internet.

 

LEIA A PARTE 2 DESTE ARQUIVO

Se você quiser fazer essas perguntas para um especialista da Companhia de Idiomas, basta agenda um horário com roselicampos@companhiadeidiomas.com.br, teremos prazer em esclarecer como desenhamos cursos sob-medida para nossos alunos.

Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 27 de janeiro de 2017 para Vagas.com. Editado por Lígia Crispino para o site da Companhia de Idiomas - Artigos de Gestão.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Revista da Cultura e Exame.com. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes.

03
OUT
16

Talento nato ou conquistado?



 

 


Se fizermos uma pesquisa na Internet ou mesmo se começarmos a perguntar para as pessoas que conhecemos, veremos que há muita discussão e controvérsias acerca das palavras talento e dom. Entendo que isso ocorra, principalmente, porque ganharam um caráter espiritual. Em especial a palavra dom que pode ser relacionada a algumas religiões.

Se analisarmos a origem da palavra dom, veremos que vem do Latim donu e significa dádiva, presente, uma capacidade especial inata. Na prática, um dom é um potencial para desempenhar, com alguma facilidade, determinadas tarefas que são complexas para a maioria das pessoas.

Já a palavra talento tem origem em talentum, Latim, e que significa inclinação, desejo de fazer, de realizar. Quando vem do grego talenton, possui o sentido de pesagem, soma, quantia de dinheiro. Com os anos, a palavra foi ganhando outro significado, principalmente, depois da parábola de Matheus, passagem bíblica, que atribuiu a ideia de “aptidão, dom especial”.

Posso estudar canto por muitos anos e nunca cantar como a Adele, Frank Sinatra entre tantos outras vozes marcantes. Posso estudar desenho por muito tempo e nunca fazer desenhos lindos a ponto de viver desta arte ou de ter o reconhecimento como Maurício de Souza, Paulo Caruso ou seu irmão gêmeo Chico Caruso. Posso fazer aula de pintura por toda a minha vida e não ser um Michelangelo, Van Gogh, Monet, Picasso, Dali, Da Vinci etc.

A meu ver o talento é uma tendência ou um gosto especial que pode ser desenvolvido, só que algumas pessoas atingem posição de destaque e outras não. Isso porque há variáveis, tais como:

1) Composição genética 
2) Estímulos oferecidos pelo meio/ entorno
3) Formação escolar
4) Interesses
5) Treinamento
6) Disciplina
7) Perseverança 

Vale destacar que a escola não é o único ambiente que promove aprendizado, ainda mais agora. O trabalho, família, os vários grupos de amigos, televisão, rádio, livros, revistas, as redes sociais, a Internet etc., tudo pode gerar aprendizado, conhecimento e experiência.

Há pessoas que nasceram com algumas habilidades, só que não tiveram o interesse em explorá-las, seguiram outros caminhos. Outras descobriram essas habilidades depois de já terem vivido e experimentado muita coisa.
E você, o que acha? 

Qualquer pessoa pode mesmo aprender tudo desde que pratique muito? É possível só com determinação, força de vontade, com um grande desejo, realizar tudo o que desejamos? Ou há pessoas que nascem com alguns dons e se tornam virtuosas, craques, especialistas? 


Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 30 de setembro de 2016 para Vagas.com. Editado por Lígia Crispino para o site da Companhia de Idiomas - Artigos de Gestão.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Revista da Cultura e Exame.com. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Cultura.