Artigos de Gestão

Artigos de Gestão

29
ABR
14

O que aprendi com os empreendedores do momento


Há alguns dias fui convidada pela Exame PME para participar de um curso para empreendedores, leitores da revista. Depois de muitas reflexões, anotações e conversas, resumo hoje para vocês, leitores do portal Carreira & Sucesso, um pouco das estórias, ideias


 


Misturei para vocês as ideias do Marcos Galperin (MercadoLivre) , Eduardo L’Hotellier (Getninjas) , Aleksandar Mandic (Mandic Magic), Bel Pesce ( FazInova ), Carlos Souza ( Veduca)e  José Efromovich ( Avianca) e os agrupei em 10 temas principais.  Quem quiser conversar comigo sobre cada tema, terei o maior prazer.  Skype:  rose.f.souza/ email: rose@companhiadeidiomas.com.br

 

Sobre execução:


1) Simplifique todos os processos e os mantenha assim

2) Execução sem erros + Velocidade = Sucesso

3) Não se apaixone pelos problemas.   Não olhe só os buracos da estrada. Olhe para frente. Cuide dos problemas, mas não detalhe muito, senão perde o foco nas OPORTUNIDADES.
 

Sobre aprendizado:


1) Olhe para seus concorrentes. Aprenda com eles, não se feche em seu mundinho.

2) Não olhe só para seus concorrentes.  Aprenda com o padeiro da esquina. Amplie seu olhar.

3) Tenha curiosidade e humildade de aprender sempre, relacione o que vê com seu trabalho. Quando estiver no papel de consumidor, analise como se sente e o que provoca o sentimento.  É provável que quando você é o fornecedor, gere os mesmos sentimentos em seu cliente.
 

 

Sobre barreira de entrada:


1) Há negócios que praticamente não têm. Muita gente consegue montar uma cafeteria. Pouca gente consegue montar uma fábrica de reatores.

2) Independentemente do segmento em que você atua,  a barreira de entrada para seus concorrentes tem de ser a presença da sua empresa no mercado. Ela tem de ser tão diferenciada, que os candidatos a novos entrantes vão temer começar um negócio, porque terão você como concorrente.
 

Sobre escalabilidade:


1) Se toda vez que você crescer for necessário o mesmo esforço da primeira vez, é porque seu negócio não tem escalabilidade.  Isso só é bom se o cliente estiver disposto a pagar preço premium pelo seu produto ou serviço.  Se ele comparar seu preço ao de negócios que conseguem multiplicar a produção com custo cada vez mais baixo por causa do volume, você tem um grande desafio.

2) O compartilhamento de informações e de expertise contribui com esta escalabilidade. Se alguém na empresa já passou por isso, já fez aquilo, quais são os mecanismos que evitam o retrabalho?  Ou vai pagar para que um funcionário parta do zero para chegar a um lugar que o colega da outra área já chegou?
 

Sobre inovação:


1) Se é para transformar a realidade, não dá para partir só dela. Tem de ter uma pitada de surrealismo.

2) Ser o primeiro nem sempre é uma vantagem.  Os que vêm depois se beneficiam de novas tecnologias e de nossa expertise.
 

Sobre atendimento ao cliente:


1) Seu cliente está aonde? O que ele lê? Que sites frequenta?  Fique aonde ele estiver

2) Seu cliente precisa e você consegue construir? Então não fala que não tem, apenas pergunte para que dia ele precisa!
 

 

Sobre sorte:


1) Sorte é o encontro da vontade e da preparação com as oportunidades
 

Sobre empreender:


1) A diferença entre o empreendedor e o louco é que o empreendedor convence o outro da sua loucura

2) Empreender é correr risco. Como empreendedor, seu papel é mitigá-lo, obtendo as recompensas.

3) Vai abrir um negócio? Pense rapidamente nos seguintes aspectos:

a) Estratégia  – o que queremos ser, o que queremos conquistar?

b) Talentos – com que tipo de gente?

c) Estrutura de Capital – de onde virá o dinheiro para financiar o sonho?

d) Riscos – quais os perigos?

Sobre gente:


1) Nunca deixe que o sucesso suba à sua cabeça, e nem que o fracasso invada seu coração.

2) Não é reter talento. Retenção é aprisionamento. É engajar.

3) Tente não ficar só no  know how – saber como fazer, e parta para o  know why – saber por que fazer

4) Treina, treina, treina e eles vão embora? Então tente não treinar, não treinar e não treinar – e eles resolverem ficar!
 

 

Sobre networking:


1) Quer ter mais conexões? Pense em como pode facilitar a vida de outras pessoas, ofereça ajuda

2) Cuide melhor de quem você já tem – traga para mais perto

3) Peça conselhos , demonstre gratidão

4) Interesse-se genuinamente pelo outro, cultive amigos, esqueça o networking. Cultive relacionamentos, conecte pessoas a outras e a você.

5) Só faça aquilo que tiver sentido para você. As melhores estratégias são as que têm você dentro delas

 

Espero que estes empreendedores tenham inspirado você a refletir sobre o sentido de todas estas buscas profissionais.  Tem uma campanha publicitária recente que diz algo como “se vencer na vida tivesse uma relação só com trabalho, a expressão seria vencer no trabalho, e não na vida.”  Então, vamos usar o trabalho para vencer na vida!  Até o próximo mês.



Fonte: Rosangela Souza| Portal Carreira & Sucesso 


Rosangela Souza
 é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e 
ProfCerto.Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso.
 

29
ABR
14

O que aprendi com o Efromovich



 


Há alguns dias fui convidada pela ExamePME para participar de um curso para empreendedores, leitores da revista. Depois de muitas reflexões, anotações e conversas, resolvi resumir para vocês, profissionais de RH, um pouco das estórias contadas pelo José Efromovich, presidente da Avianca, e o que podemos aprender (e ensinar) a partir delas. Vamos lá?
 
A primeira estória eu já tinha ouvido em algum lugar, talvez até dele mesmo em alguma outra palestra:
 
A passageira estava viajando pela Avianca com seu cachorrinho, que estava naquelas caixas próprias para isso e foi colocado no compartimento do avião onde ficam os animais. Quando o avião aterrissou, um funcionário percebeu que o cachorrinho havia morrido. Imaginando o tamanho da encrenca e sendo super-proativo, avisou seu colega que iria resolver a questão, saiu do aeroporto, pegou um táxi, parou no maior pet shop mais próximo e comprou um cachorro da mesma raça, em uma tentativa maluca de substituir o cão. Colocou o novo cachorrinho na caixa, deu fim no que havia morrido, e foi rapidamente entregar a caixa à passageira, que já estava aflita com a demora. Ao ver o cachorrinho de longe, ela já começou a dizer: Não é meu cachorro, não é meu cachorro! O funcionário ficou branco, porque eles eram tão parecidos! E ela rapidamente explicou: "O Spike morreu em São Paulo na minha casa, estou levando-o para enterrar aqui na Bahia!".
 
Moral da estória: 
Se foi verdade ou não, nunca saberemos, mas o aprendizado da anedota vale para qualquer relação - enganar o outro para agradar pode ser pior do que dizer a verdade.
 
Reflexões: 
O quanto motivamos proatividade em nossos colaboradores, para atender bem o cliente?
 
O quanto damos poder para que o funcionário tome pequenas decisões (mas fundamentais)? Ou ele não tem alçada nenhuma para mudar as regras?
 
O quanto admitimos pequenas mentiras e omissões aos nossos clientes, por receio da reação deles ou por não sabermos lidar com a ira depois?
 
A segunda estória do Efromovich é da mulher que chegou no balcão da Avianca no aeroporto, perguntando pelo Chiquinho. Ela disse algo como "O Chiquinho, por favor?" Como o Francisco é um funcionário do atendimento, foi prontamente chamado. Ao se apresentar, a passageira esclareceu o pedido: "Quero saber se aqui é o Chequinho!" Depois de alguns minutos de repetições, finalmente foi compreendido que ela queria saber se o Check in era ali...
 
Moral da estória:
Nossos modelos mentais nos impedem de ouvir qualquer coisa que seja um pouco diferente do que estamos habituados. Se o chefe está triste, provavelmente está bravo. Se o cliente tem algum sotaque diferente, já é impossível entender.
 
Reflexão: 
Será que sempre nos certificamos se realmente entendemos não o que ouvimos, mas o que o outro falou e, principalmente, o que o outro quis dizer? 
O quanto nosso time está preparado para lidar com pessoas de outros estados e países, sem julgamentos, piadas ou preconceito?
 
A última não é uma estória, mas uma frase que ele disse: 
"Oportunidades são trenzinhos que passam na frente da nossa casa. Quer entrar ou não? O trilho é reto - se não entrar, este trem passou e não volta mais para você. Se entrar, pode ser que no meio do caminho terá de descer do trem e voltar pra casa a pé, é sempre um risco. Só que este trem passa para todos, independentemente do que você escolher fazer, outros também podem entrar. Empreender é muitas vezes se arrepender ou celebrar por não ter subido em um trem, e também se arrepender ou celebrar por ter subido em outro".
 
Reflexão:
Este aprendizado vale para nossas carreiras também, não é? Por mais experientes que sejamos, acho que nunca teremos certeza de que conseguimos enxergar as oportunidades que surgem. Será que estamos justificando racionalmente nossa covardia e medo de pegar alguns trens, usando frases bonitas e aparentemente inteligentes, com as quais todos vão concordar, mas que, no fundo, só mascaram nosso medo e nossa enorme vontade de fazer tudo como sempre fizemos?

Fonte: RH.com.br e Rosangela Souza

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto.Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso.
 

30
JAN
13

Como Integrar profissionais e contratantes em uma plataforma?



 


Confúcio disse que “você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas.”  Concordo com ele quase sempre. Há pessoas que não mudam, e somos nós quem temos de nos adequar – se isso nos interessar, claro. Há ambientes que não mudam, mas nós podemos aceitá-los e até buscar uma forma de nos divertir quando temos de frequentá-los – se quisermos.

Mas eu realmente acredito na capacidade do ser humano de mudar o vento, não só de ajustar a velas!

Aqui na Companhia de Idiomas, uma empresa de cerca de 140 colaboradores no segmento de idiomas para executivos e “in company”, em 22 anos tivemos  de ajustar as velas, consertar o barco, trocar o barco, mudar o capitão (sim, foram muitas aventuras!)  inúmeras vezes – e, não raramente, conseguimos também mudar o vento.

“Mudar o vento”, para mim, significa não ser refém do mercado, não agir apenas de forma reativa, oferecendo ao cliente “só” o que ele quer. Significa interferir no mercado e compreender a mente do cliente - a ponto de criar um produto ou serviço que o cliente quer, mas ainda não sabe que quer.

Se  conseguirmos transformar uma enorme dificuldade de nossas empresas em uma solução e ainda uma oportunidade de negócio,  o sucesso é garantido.

Fizemos isso com o ProfCerto.  Um dos principais desafios da Companhia de Idiomas era – como em vários setores da economia  – a escassez de mão de obra qualificada.    Ficamos anos tentando atrair professores, gastamos horas (e muito dinheiro) para selecioná-los:  aplicar e corrigir testes escritos, orais, pedagógicos, comportamentais, e, por causa do nosso nicho, teste de negócios. Começamos a perceber que todas as escolas de idiomas de qualidade também tinham o mesmo problema.

Aí pensamos:  “Como podemos criar um ambiente em que escolas e professores de idiomas interajam e se conheçam?  Será possível diminuir o tempo gasto com recrutamento e seleção, aumentar a eficácia, reduzir o custo,  e ainda melhorar a qualidade da equipe contratada? “

Seguindo os ensinamentos do filósofo Epicuro, que disse que “o impossível reside nas mãos inertes daqueles que não tentam”,  nós tentamos!

Nos  juntamos  a dois sócios publicitários, da empresa Just Comunicação, e criamos a plataforma dos nossos sonhos. Foi um trabalhão!  É claro que o projeto atrasou oito meses para ir ao ar, enlouqueceu os programadores e a todos nós por aqui - pois nós simplesmente não entendíamos a frase:  “não está no escopo do projeto”.  A reação era:  “Cooomo?  Essa super ideia que eu tive agora, neste minuto, e que vai trazer ganhos para os professores e para as escolas?  Você está dizendo que não pode fazer, porque não havíamos pensado antes?  Para tudo e vamos fazer sim!!”    Foram muitos ajustes de vela.  E agora, finalmente, no ar.  Como já disse Jean Moliére, “é comprida a estrada que vai da intenção à execução.” 

Mas chegamos ao fim da estrada, que na verdade é o apenas o início de uma outra estrada – uma empresa que pretende solucionar a questão da pouca visibilidade de professores de idiomas diante do mercado, e das escolas e vagas diante dos professores.

Uma plataforma que  atende não apenas à Companhia de Idiomas, mas a todas as escolas de idiomas – franqueadas ou independentes – na busca incansável por professores adequados ao perfil que elas buscam. E tem escola para todos os perfis de profissionais, que bom!

Em poucas semanas, centenas de professores de idiomas  se cadastraram e realizaram os testes.  E, há alguns dias, abrimos a interface para que as escolas possam buscá-los.  Sabe o que está acontecendo?   Em três dias, já temos dezenas de escolas se cadastrando, e várias visitas agendadas por coordenadores pedagógicos que querem saber mais!

Talvez a gente tenha mesmo de, finalmente, deixar o medo de empreender de lado e obedecer à máxima de Henry Ford: “Se você acredita que  pode, você tem razão. Se acredita que não pode, também tem razão.”

 



 












Rosangela de Fátima Souza  é fundadora  e sócia-diretora das empresas Companhia de Idiomas e ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.  Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs.  Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso.