Artigos de Gestão

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10
MAR
14

Experiência



 


 Gosto muito de pintar a óleo e fiz aula durante cerca de seis anos. Parei, pois tive que me focar em outras prioridades. É uma atividade que, como muitas outras, exige prática e ousadia para experimentar, tentar. Por que estou falando sobre um dos meus hobbies? Há dois motivos.

O primeiro é porque a pintura é uma arte, algo que a maioria das pessoas pode até apreciar, mas não consegue avaliar com muita facilidade. Diferentemente do mundo corporativo, no qual várias competências são muito claras e precisam ser mensuradas e incrementadas ao longo da carreira.

O segundo motivo é porque gosto de relatar o seguinte episódio, a fim de ilustrar a importância da prática, do treino, enfim, da experiência na vida profissional:

O pintor francês Renoir, certa vez, estava fazendo um quadro em público, em uma praça. Em cinco minutos, desenhou um quadro maravilhoso. Um jovem, com vinte e poucos anos, estava ao lado dele e disse:

- Professor, o senhor, que é um mestre nessa arte, poderia me ensinar a pintar?
- Claro.
- Só que eu queria pintar como o senhor, queria fazer este quadro deste modo em cinco minutos.
- Olha, gastei cinco minutos para fazer este desenho, mas demorei 60 anos para conseguir isso.

Experiência tem origem no Latim, Experientia, conhecimento obtido através de tentativas repetidas, é o conhecimento testado que vem de fora. Algumas pessoas falam, escrevem, criam, constroem, cozinham, lideram, decidem e vendem com uma rapidez e facilidade incríveis. Quem olha de fora pode achar aquilo muito fácil, porque a pessoa experiente faz com muita tranquilidade e naturalidade. Eu diria que, em muitos casos, há aqueles que fazem até de olhos fechados, no piloto automático. Outras podem pensar que nunca conseguiram fazer aquilo.

Aqui precisamos fazer uma distinção entre dom e treino. Se você não nasceu com um dom, como a pintura, e quer ter domínio sobre esta arte, uma determinada profissão ou competência, terá de dedicar tempo para treiná-la, fazê-la por repetidas vezes, até atingir o objetivo desejado. Meu amigo Silvio Celestino disse-me que se você gosta de jogar tênis e pretende ser um jogador profissional, mais do que gostar de tênis, você precisará gostar de treinar. Alguns precisam treinar pouco, é verdade. Outros vão ter de treinar muito.

O fato é que a experiência qualificada está atrelada ao tempo, à dedicação. No entanto, a cronologia nem sempre está atrelada à conquista de uma experiência qualificada. Há pessoas que passam por empresas e funções sem se preocupar em realmente aprender o que fará diferença em suas carreiras. Você já parou para pensar no rumo que sua carreira está tomando e como você se enxerga daqui alguns anos? Se parou e percebeu que ainda está longe do que deseja, o que está fazendo para chegar lá? Essa análise, bem como a definição de objetivos e recursos para esse futuro, é fundamental.

Vamos pegar um exemplo: quando você precisa tornar-se fluente em inglês, sabe que, por um determinado período de tempo, que varia dependendo das estratégias de aprendizado que adotar, precisará realizar várias ações para atingir seu propósito. Porém, o fato de estudar por mais de cinco anos não o tornará fluente por consequência. Tudo dependerá de como você se dedicar durante esse período, do formato e foco de curso que escolher, carga horária semanal e se fará aulas individuais, em grupo pequeno ou grupo grande.

A verdade é que não há milagres, não nascemos experientes. É necessário tempo, sim, para adquirir experiência consistente, mas também são necessárias ações focadas e alinhadas ao propósito e, se possível, contar com a orientação de pessoas que já têm essa experiência que você deseja alcançar.

Fonte: Portal RH.com.br e Ligia Crispino.

Ligia Crispino é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Formada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, possui cursos em Marketing de Serviços pela FGV; Gestão de Pessoas pelo Ibmec; Branding e Inteligência Competitiva, ambos pela ESPM; Business English em Boston. É analista quântica e dá palestras sobre comunicação, ensino, gestão de negócios e pessoas. Ligia escreve mensalmente para o VAGAS Profissões.
 
 

04
FEV
14

Quer aprender inglês? Veja abaixo cinco dicas do que você NÃO deve fazer...


Ao procurar cursos de inglês, os consumidores podem fazer escolhas equivocadas. Confira as dicas de Rosangela Souza, sócia-diretora da Companhia de Idiomas, na hora de optar pelo melhor curso ou escola de inglês.


 



1) Não escolha a escola mais barata. Curso de inglês não é como uma camiseta ou cafezinho que você compra porque está barato e se não for de boa qualidade, paciência. Muitas vezes o contrato que assinou prende você por anos, e se o curso não for bom, sua escolha será entre sair e perder dinheiro, ou ficar e não aprender nada. O que acha mais inteligente: economizar para fazer um bom curso e resolver o assunto em poucos anos ou gastar pouco, terminar um curso, e depois o mercado fazer você perceber que não é fluente? O único teste de inglês que conta na sua vida é a entrevista de emprego que seu futuro chefe americano, daquela empresa dos sonhos, fará com você por Skype. É para uma situação assim que você precisa se capacitar, e não para tirar nota na prova final e ganhar um certificado de Advanced. 

2) Não escolha a escola mais próxima da sua casa, necessariamente. Mais importante que a conveniência, é a segurança de obter o resultado esperado, que é a fluência. Então, é melhor rastrear todas as escolas de seu trajeto casa/escola/trabalho. Pode ser que valha mais a pena estudar perto do trabalho, aproveitando o período de pico de trânsito, por exemplo. Ou optar por uma escola um pouco mais longe, fazer o curso aos sábados, mas ter a certeza de que ficará menos tempo lá e obterá melhores resultados. O ideal sempre é unir qualidade à conveniência. Uma escola que contrata e acompanha professores particulares que vão até você pode ser uma excelente opção, se você puder pagar por isso. 

3) Não confie cegamente na indicação do seu vizinho. Método de ensino é algo pessoal. Seu amigo pode se adaptar muito bem a um método mais visual, por exemplo. E você não, pois seu jeito de aprender é muito diferente do jeito dele. Uma escola pode dar muito certo para um aluno, mas não necessariamente para todos. Antes de fazer sua escolha, pense em como você aprenderia melhor: gosta de música? de gramática? jogos? Depois, faça uma lista de perguntas para a hora das visitas às escolas. Visite pelo menos seis, e faça perguntas. Instalações e número de salas são indicadores irrelevantes. Qualidade dos professores e método alinhado com a forma com que você aprende são fundamentais. 

4) Não acredite em fórmulas mágicas. Você já viveu bastante para saber que não aprende a dirigir em quatro horas, lendo o livrinho do autoescola. Que não emagrece de forma saudável em uma semana, tomando remédio. E que não aprende inglês em poucas semanas. Há coisas que requerem tempo e se você subverter a ordem, pode pagar um alto preço. Na dúvida sobre a capacidade de cumprimento da promessa, consulte sites de reclamações de consumidores, como o ReclameAqui. E tenha bom senso. Aprendizado depende 50% do aluno e 50% da escola (professor + método). Se não tiver vontade ou tempo disponível para fazer a sua parte, não se engane. Não comece!

5) Não ache que é bom só porque é famoso. Sabemos disso, mas a fama nos causa uma admiração, e começamos a achar que se é famoso é bom. Vivemos em um país cujo consumo e publicidade são voltados geralmente para as massas: há cantores, músicas, programas de TV, lojas de roupas, redes de restaurantes, todos muito famosos e não exatamente de qualidade. Uma marca pode se tornar famosa simplesmente porque pertence a um grande grupo e porque tem grandes investidores cuja estratégia é investir em propaganda para obtenção de lucro imediato. Não há nada de errado nisso, mas entenda que uma empresa não precisa ter qualidade para ser famosa ou existir. Alguns investidores não buscam a perenidade de um negócio - eles querem realizar lucro imediato, e quando os consumidores começarem a reclamar demais a ponto de manchar a marca, a mesma é descontinuada e substituída por outra. Difícil de acreditar que lucro não está relacionado com qualidade, mas no ensino isso é até bem comum, veja as faculdades com marcas famosas e superlotadas. Curso de inglês não é diferente. Fique atento.

Fonte: Empresas S/A e Rosangela Souza

 
Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto.
Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso.

19
MAR
12

21 anos! É hoje!



 


Hoje a Companhia de Idiomas comemora 21 anos de existência! “Coincidentemente”, estava nesta manhã treinando duas novas funcionárias, a Carol Paris e a Cintia, e comecei o treinamento contando como tudo começou…

Duas professoras particulares de 20 e poucos anos, tradutoras-intérpretes recém-formadas, ex-professoras do Yazigi, atuando no mercado corporativo, que queriam oferecer aos executivos um curso que privilegiasse a fluência e a correção da comunicação, que refletisse as metas almejadas pelo aluno, que não tivesse um padrão engessado, mas que fosse construído por especialistas, quase que de forma customizada, sempre com a participação ativa do aluno.