Artigos de Gestão

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17
ABR
14

Cinco dicas infalíveis para quem quer aprender inglês



 


O conhecimento em idiomas estrangeiros é uma competência indispensável e altamente desejável pela maioria das empresas. Você já não tem tempo a perder e quer acelerar seu aprendizado na língua inglesa? Confira as dicas de Rosangela Souza, sócia-diretora da Companhia de Idiomas, para aumentar suas chances de sucesso no estudo do idioma. 
 
1) Vai para uma escola de inglês? Só estude em salas com turmas pequenas. O ideal para o aprendizado é de seis alunos em sala. Mais que isso, o tempo de fala de cada aluno é mínimo, independentemente do método. Aprender um idioma não é como aprender história. Você precisa falar muito para perder o medo de se expor, e ser ouvido pelo professor para que ele o corrija.  Como o professor consegue ouvir vinte alunos em sala?  Não consegue.  Se puder escolher, opte por aula particular com um professor indicado por um especialista.  Há escolas que só fazem isso: mapeiam suas necessidades e buscam o melhor professor para você, com aula na sua residência ou empresa.
 
2) Se não é disciplinado, torne-se. Mas divirta-se também! Para aprender um idioma, você precisa estudar as regras, o vocabulário, a pronúncia.  Leia pelo menos um artigo por dia, aprendendo palavras e observando estruturas. Precisa ouvir música, assistir vídeos para treinar a compreensão oral ou cursos no Coursera. Há infinitas possibilidades de colocar o inglês na sua vida e ainda se divertir e aprender outras coisas ao mesmo tempo.  Você também precisa falar todos os dias - com o professor, com seu chefe, seu primo...  Combine com várias pessoas diferentes:  almoce com um amigo uma vez por semana, só falando em inglês. Combine com seu chefe algo assim, e, aos poucos, falará com pessoas diferentes, em contextos diversos.  É por aí.  Não pense que vai aprender só fazendo aula duas vezes por semana.   
 
3) Empatia é tudo. Se não gosta do professor, troque de docente, de turma, de escola. Você precisa se sentir confortável com aquela pessoa, tem de ter prazer com este aprendizado. Lembra daquele professor que você amava no Ensino Fundamental? Coincidentemente você prestava mais atenção e estudava mais para a matéria dele.  Mas não comece a colocar defeito em tudo: no professor, no livro, no método - isso pode ser um mecanismo de defesa, muito comum em quem não gosta de determinado aprendizado. Ele vai sempre dizer que não aprende porque há algo externo que o atrapalha. Quem quer, encontra um jeito. Quem não quer, encontra uma desculpa.
 
4) Hoje se aprende idiomas com métodos muito diferentes entre si. Qual o melhor? Aquele que mais se aproxima da sua forma de aprender. Há pessoas que aprendem mais com livros, outras pela internet, algumas preferem simulações. O melhor dos mundos é a aula particular com um professor e método adequados ao seu perfil, com um programa orientado e acompanhado por especialistas. O investimento é maior se comparado a escolas franqueadas, mas, se seguir as orientações dos itens 2 e 3,  você investirá por muito menos tempo. Avalie custo-benefício. Se não puder mesmo pagar por algo assim, opte por um professor indicado por alguém que conheça  ou que tenha obtido ótimos resultados com aquele profissional. Ou então escolha uma escola que tenha uma turma pequena - e um excelente professor. Há instituições que permitem o rateio da hora-aula entre seus amigos, e o professor vai até você. Quem sabe você pode ter melhores resultados com os colegas do trabalho, com seus amigos do prédio ou alguém da família?
 
5) Só faça intercâmbio para aprender inglês quando chegar ao nível intermediário aqui no Brasil. Um mês no exterior trará excelentes resultados se você já tiver nível intermediário, porque você naturalmente aproveitará qualquer oportunidade para se comunicar: com o atendente do mercado, professores, colegas de outras nacionalidades. Se estiver no nível básico, provavelmente vai ficar mais calado e seu melhor amigo será o brasileiro que fala melhor que você. E isso é péssimo.

Fonte: ClickCarreira e Rosangela Souza


Rosangela Souza
 é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e 
ProfCerto.Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso.
 

04
FEV
14

Quer aprender inglês? Veja abaixo cinco dicas do que você NÃO deve fazer...


Ao procurar cursos de inglês, os consumidores podem fazer escolhas equivocadas. Confira as dicas de Rosangela Souza, sócia-diretora da Companhia de Idiomas, na hora de optar pelo melhor curso ou escola de inglês.


 



1) Não escolha a escola mais barata. Curso de inglês não é como uma camiseta ou cafezinho que você compra porque está barato e se não for de boa qualidade, paciência. Muitas vezes o contrato que assinou prende você por anos, e se o curso não for bom, sua escolha será entre sair e perder dinheiro, ou ficar e não aprender nada. O que acha mais inteligente: economizar para fazer um bom curso e resolver o assunto em poucos anos ou gastar pouco, terminar um curso, e depois o mercado fazer você perceber que não é fluente? O único teste de inglês que conta na sua vida é a entrevista de emprego que seu futuro chefe americano, daquela empresa dos sonhos, fará com você por Skype. É para uma situação assim que você precisa se capacitar, e não para tirar nota na prova final e ganhar um certificado de Advanced. 

2) Não escolha a escola mais próxima da sua casa, necessariamente. Mais importante que a conveniência, é a segurança de obter o resultado esperado, que é a fluência. Então, é melhor rastrear todas as escolas de seu trajeto casa/escola/trabalho. Pode ser que valha mais a pena estudar perto do trabalho, aproveitando o período de pico de trânsito, por exemplo. Ou optar por uma escola um pouco mais longe, fazer o curso aos sábados, mas ter a certeza de que ficará menos tempo lá e obterá melhores resultados. O ideal sempre é unir qualidade à conveniência. Uma escola que contrata e acompanha professores particulares que vão até você pode ser uma excelente opção, se você puder pagar por isso. 

3) Não confie cegamente na indicação do seu vizinho. Método de ensino é algo pessoal. Seu amigo pode se adaptar muito bem a um método mais visual, por exemplo. E você não, pois seu jeito de aprender é muito diferente do jeito dele. Uma escola pode dar muito certo para um aluno, mas não necessariamente para todos. Antes de fazer sua escolha, pense em como você aprenderia melhor: gosta de música? de gramática? jogos? Depois, faça uma lista de perguntas para a hora das visitas às escolas. Visite pelo menos seis, e faça perguntas. Instalações e número de salas são indicadores irrelevantes. Qualidade dos professores e método alinhado com a forma com que você aprende são fundamentais. 

4) Não acredite em fórmulas mágicas. Você já viveu bastante para saber que não aprende a dirigir em quatro horas, lendo o livrinho do autoescola. Que não emagrece de forma saudável em uma semana, tomando remédio. E que não aprende inglês em poucas semanas. Há coisas que requerem tempo e se você subverter a ordem, pode pagar um alto preço. Na dúvida sobre a capacidade de cumprimento da promessa, consulte sites de reclamações de consumidores, como o ReclameAqui. E tenha bom senso. Aprendizado depende 50% do aluno e 50% da escola (professor + método). Se não tiver vontade ou tempo disponível para fazer a sua parte, não se engane. Não comece!

5) Não ache que é bom só porque é famoso. Sabemos disso, mas a fama nos causa uma admiração, e começamos a achar que se é famoso é bom. Vivemos em um país cujo consumo e publicidade são voltados geralmente para as massas: há cantores, músicas, programas de TV, lojas de roupas, redes de restaurantes, todos muito famosos e não exatamente de qualidade. Uma marca pode se tornar famosa simplesmente porque pertence a um grande grupo e porque tem grandes investidores cuja estratégia é investir em propaganda para obtenção de lucro imediato. Não há nada de errado nisso, mas entenda que uma empresa não precisa ter qualidade para ser famosa ou existir. Alguns investidores não buscam a perenidade de um negócio - eles querem realizar lucro imediato, e quando os consumidores começarem a reclamar demais a ponto de manchar a marca, a mesma é descontinuada e substituída por outra. Difícil de acreditar que lucro não está relacionado com qualidade, mas no ensino isso é até bem comum, veja as faculdades com marcas famosas e superlotadas. Curso de inglês não é diferente. Fique atento.

Fonte: Empresas S/A e Rosangela Souza

 
Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto.
Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso.

12
OUT
11

O Sucesso está no Equilíbrio



 


Em 2008, eu li o livro O Sucesso está no Equilíbrio do Robert Wong. Gostei muito e recomendo. O que mais me chamou a atenção foi o capítulo sobre A Trilogia dos 3 Cs, Comunicação, Comprometimento e Confiança, porque ele relata o período em que foi professor de inglês, no início de sua carreira.

Ele reforça a importância de o professor conhecer seus alunos e dar suas aulas tendo isso em mente, ou seja, como disse em meu último workshop sobre Engajamento, é sobre o aluno. O professor tem de se adaptar e respeitar as expectativas, necessidades, dificuldades e interesses dos alunos. Além disso, há vários estilos de aprendizagem e canais de percepção que favorecem a retenção de conteúdo. Não há certo ou errado, não há fórmula ou receita para conseguir os resultados positivos dos alunos. Sendo assim, não é possível preparar uma aula e achar que esta será igual para qualquer aluno, mesmo que estejam no mesmo estágio.