Artigos de Gestão

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JAN
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Planejamento para Estudar Inglês (Parte 3)



 

 
 
3) Escolha do formato de curso
Há inúmeras opções de escolas, professores particulares e recursos para estudar inglês. A grande questão é avaliar se a metodologia será adequada ao seu estilo de aprendizagem e se os professores são qualificados.

O que avaliar ao escolher o melhor fornecedor? Prepare-se para falar como coordenador pedagógico ou o professor particular:


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Qual material será usado no curso? É próprio, customizado para o aluno ou de editoras, on-line?
- Que recursos extraclasse são oferecidos? Exemplo: conteúdo on-line, portal, aulas extras, aulas de reforço, jogos...
- Como é a metodologia da escola e como vocês corrigem os erros dos alunos em aula?
- E se eu não estiver acompanhando o grupo, o que acontece? Vocês dão suporte? 
- Qual é a duração das aulas? (Porque há escolas que oferecem aulas de 50 minutos e cobram valor hora.)
- Qual é o programa total? (Carga horária de cada estágio e quantos estágios para chegar ao nível avançado.*)
- Qual o número máximo de alunos por turma? (Aqui é importante cruzar a duração das aulas X número de alunos. Quanto mais alunos, menos tempo de prática assistida pelo professor você terá. Qual é o problema? Você poderá falar pouco e, quando falar, nem sempre seu professor ouvirá e fará eventuais correções dos seus erros.)
- As salas são montadas com alunos de níveis diferentes de proficiência? (Por conta da dificuldade de montar grupos com o mesmo nível, várias escolas adotaram os grupos multi-nível. Isso pode ser um fator limitante no processo de aprendizagem, pode gerar frustrações e bloqueios.)

*Essa pergunta é relevante por conta do que descreve a CEFR (Common European Framework of Reference):

Nível

Descrição

A1

INICIANTE (até 80 – 100 horas)

 

Pode entender e usar expressões familiares do dia a dia, bem como frases básicas direcionadas a satisfazer necessidades concretas.

A2

BÁSICO (até 180 – 200 horas)

 

Pode se comunicar de maneira simples em situações familiares que requeiram troca de informações curtas e precisas.

B1

INTERMEDIÁRIO (até 350 – 400 horas)

 

Pode entender os pontos principais sobre assuntos do dia a dia. Pode lidar com situações cotidianas de turismo. Capaz de produzir textos simples. Pode descrever experiências, eventos, sonhos, desejos e ambições, além de opinar de maneira limitada sobre planos e discussões.

B2

USUÁRIO INDEPENDENTE (até 550 – 600 horas)

 

É capaz de entender textos complexos sobre temas variados. Pode interagir com falantes nativos de forma que a comunicação ocorra sem esforço por parte de nenhum dos interlocutores. Pode produzir textos claros e detalhados e defender um ponto de vista sobre temas gerais.

C1

PROFICIÊNCIA EFICAZ (até 750 – 800 horas)

 

É capaz de compreender textos extensos e com certo nível de exigência. Sabe expressar-se de forma fluente e espontânea sem fazer muito esforço. Pode fazer uso efetivo do idioma para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Pode produzir textos claros, bem estruturados e detalhados sobre temas de certa complexidade.

C2

DOMÍNIO PLENO (até 1000 – 1200 horas)

 

É capaz de compreender com facilidade praticamente tudo que ouve e lê. Pode expressar-se espontaneamente com grande fluência e com um grau de precisão que lhe permita diferenciar pequenas nuances de significado, inclusive em situações de maior complexidade.


Se você quiser fazer essas perguntas para um especialista da Companhia de Idiomas, basta agenda um horário com roselicampos@companhiadeidiomas.com.br, teremos prazer em esclarecer como desenhamos cursos sob-medida para nossos alunos.

Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 27 de janeiro de 2017 para Vagas.com. Editado por Lígia Crispino para o site da Companhia de Idiomas - Artigos de Gestão.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Revista da Cultura e Exame.com. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes.

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JAN
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Planejamento para Estudar Inglês (Parte 2)



 

 

2) Falta de determinação
As pessoas desistem muito rápido quando percebem que aprender inglês demanda tempo. Não é um aprendizado que acontece da noite para o dia. O fato é que o processo de aprendizagem de um idioma passa por quatro estágios:

1º Estágio: Incompetência Inconsciente
Não sabemos o que não sabemos. 
Quando uma pessoa que só teve contato com o estudo de inglês no colégio. Ela não tem a real dimensão do que é o idioma. Além disso, não usa e nem consegue entender.

2º Estágio: Incompetência Consciente
Sabemos o que não sabemos. 
Reconhecemos nossa deficiência e o quanto ainda temos pela frente para nos tornarmos fluentes.
Neste estágio, é possível se sentir sobrecarregado com as dificuldades a serem enfrentadas. Cometer muitos erros antes de conseguir fazer o certo é normal e importante no processo de aprendizado, apesar de ser um pouco frustrante. Um número muito elevado de pessoas desiste neste estágio.

3º Estágio: Competência Consciente
Experimentamos e praticamos o idioma. Sabemos usá-lo muito bem, mas ainda precisamos pensar isso.
É mais fácil que o estágio anterior, pois passa a ser menos desconfortável. Já conseguimos falar o idioma, mas de forma lenta e com bastante concentração para não errar. Ainda pensamos em português, mas é menos frustrante, podendo até ser divertido, pois já vemos resultados positivos.

4º Estágio: Competência Inconsciente
Se continuamos a estudar e praticar a língua, chegaremos ao estágio de automação. Falamos inglês, sem precisar pensar em português. As estruturas gramaticais e vocabulário estão consolidados.
Chegamos neste estágio com muita prática.

Herman Ebbinghaus realizou uma pesquisa sobre o nível de retenção de conteúdo X tempo. Ele queria identificar a velocidade na qual a memória funciona se nada é feito para reforçar o conteúdo visto.  

Em 20 minutos, 42% do conteúdo novo é esquecido.
Em 24 horas, 67% do que foi ensinado é esquecido.
Um mês depois, a retenção é de apenas 21% ou menos.

Essa antiga descoberta ainda é muito verdadeira e crucial para o sucesso no aprendizado de um idioma estrangeiro. Isso porque o volume de informação e imenso, vocabulário e estruturas gramaticais.
O gráfico abaixo mostra que esta curva do esquecimento é quebrada quando há revisões e estudo extraclasse do conteúdo ensinado. Portanto, além de decidir qual carga horária você disponibilizará para as aulas de inglês, o professor terá de fazer revisões sistematizadas nas aulas e você precisará dedicar um período semanal para esse estudo.

 


Podemos concluir que a curva de aprendizagem não é linear. Nosso cérebro não é um balde ou um armário vazio no qual vamos jogando conteúdos. Na verdade, o que acontece é que as informações vão sendo processadas e conectadas a outras já armazenadas. Quanto mais estudarmos, mais conexões serão feitas, e maior será o conhecimento. 

Como o número de conexões cresce com a aquisição de novas informações, o progresso inicial exige um esforço muito grande. Se forem conexões inteligentes, as primeiras horas de curso serão determinantes, pois trarão um retorno rápido e qualificado. O problema é que este ritmo vai caindo com o passar do tempo, até se estabilizar em um determinado nível. Aí, muitos alunos desistem porque querem manter os resultados rápidos.


Se você quiser fazer essas perguntas para um especialista da Companhia de Idiomas, basta agenda um horário com roselicampos@companhiadeidiomas.com.br, teremos prazer em esclarecer como desenhamos cursos sob-medida para nossos alunos.

Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 27 de janeiro de 2017 para Vagas.com. Editado por Lígia Crispino para o site da Companhia de Idiomas - Artigos de Gestão.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Revista da Cultura e Exame.com. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes.
 

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JAN
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Planejamento para Estudar Inglês (Parte 1)



 



Por que muitas pessoas estudam inglês por um longo tempo e ainda não são fluentes?

Por que muitas pessoas não dão continuidade, começam e param vários cursos?
É preciso entender a história de cada um com o inglês e as escolhas feitas, mas basicamente há três problemas que levam a este cenário:

 

1)      Falta de planejamento e de foco

O aluno não estabelece prioridades, ou seja, não executa o planejamento desenhado para ele ou que ele próprio estruturou. Muitos sabem exatamente o que precisam fazer, mas não fazem.

 

Vale refletir um pouco sobre como utilizamos o nosso tempo, pois podemos nos sabotar, usando nosso tempo “livre” de forma bastante improdutiva. Como trabalhamos muito e temos desafios diários, justificamos coerentemente a razão de priorizarmos apenas as coisas das quais gostamos mais em nossa agenda.

 

Uma semana tem 168 horas. Podemos dizer, de maneira generalizada, que dedicamos

 

7 horas por noite (49 horas) para o Sono                                     

10 horas por dia, já considerando horário do almoço (50 horas) para o Trabalho       

3 horas para se deslocar entre casa e trabalho (15 horas) para o Deslocamento                        

Se este cálculo for válido para a sua realidade, sobram 54 horas por semana, para serem divididas entre lazer, ócio, família, amigos, saúde, hobbies, viagens e estudo.

 

Como você está equilibrando sua balança? Está dedicando tempo demais para o trabalho e pouco para o lazer? Muito para hobbies e quase nada para o estudo? Muitas pessoas desperdiçam muitas horas se deslocando, só que também é possível utilizar esse tempo para realizar algumas dessas atividades.

 

Avalie! Não cola a justificativa de falta de tempo para não ser fluente no inglês! Ela é apenas uma desculpa para você ficar bem consigo mesmo por não ter feito o que precisava. A desculpa da falta de dinheiro também é relativa, pois há várias soluções e formatos de cursos, com preços bem variados e também muito conteúdo gratuito na Internet.

 

LEIA A PARTE 2 DESTE ARQUIVO

Se você quiser fazer essas perguntas para um especialista da Companhia de Idiomas, basta agenda um horário com roselicampos@companhiadeidiomas.com.br, teremos prazer em esclarecer como desenhamos cursos sob-medida para nossos alunos.

Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 27 de janeiro de 2017 para Vagas.com. Editado por Lígia Crispino para o site da Companhia de Idiomas - Artigos de Gestão.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Revista da Cultura e Exame.com. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes.