Artigos de Gestão

Artigos de Gestão

29
ABR
14

O que aprendi com o Efromovich



 


Há alguns dias fui convidada pela ExamePME para participar de um curso para empreendedores, leitores da revista. Depois de muitas reflexões, anotações e conversas, resolvi resumir para vocês, profissionais de RH, um pouco das estórias contadas pelo José Efromovich, presidente da Avianca, e o que podemos aprender (e ensinar) a partir delas. Vamos lá?
 
A primeira estória eu já tinha ouvido em algum lugar, talvez até dele mesmo em alguma outra palestra:
 
A passageira estava viajando pela Avianca com seu cachorrinho, que estava naquelas caixas próprias para isso e foi colocado no compartimento do avião onde ficam os animais. Quando o avião aterrissou, um funcionário percebeu que o cachorrinho havia morrido. Imaginando o tamanho da encrenca e sendo super-proativo, avisou seu colega que iria resolver a questão, saiu do aeroporto, pegou um táxi, parou no maior pet shop mais próximo e comprou um cachorro da mesma raça, em uma tentativa maluca de substituir o cão. Colocou o novo cachorrinho na caixa, deu fim no que havia morrido, e foi rapidamente entregar a caixa à passageira, que já estava aflita com a demora. Ao ver o cachorrinho de longe, ela já começou a dizer: Não é meu cachorro, não é meu cachorro! O funcionário ficou branco, porque eles eram tão parecidos! E ela rapidamente explicou: "O Spike morreu em São Paulo na minha casa, estou levando-o para enterrar aqui na Bahia!".
 
Moral da estória: 
Se foi verdade ou não, nunca saberemos, mas o aprendizado da anedota vale para qualquer relação - enganar o outro para agradar pode ser pior do que dizer a verdade.
 
Reflexões: 
O quanto motivamos proatividade em nossos colaboradores, para atender bem o cliente?
 
O quanto damos poder para que o funcionário tome pequenas decisões (mas fundamentais)? Ou ele não tem alçada nenhuma para mudar as regras?
 
O quanto admitimos pequenas mentiras e omissões aos nossos clientes, por receio da reação deles ou por não sabermos lidar com a ira depois?
 
A segunda estória do Efromovich é da mulher que chegou no balcão da Avianca no aeroporto, perguntando pelo Chiquinho. Ela disse algo como "O Chiquinho, por favor?" Como o Francisco é um funcionário do atendimento, foi prontamente chamado. Ao se apresentar, a passageira esclareceu o pedido: "Quero saber se aqui é o Chequinho!" Depois de alguns minutos de repetições, finalmente foi compreendido que ela queria saber se o Check in era ali...
 
Moral da estória:
Nossos modelos mentais nos impedem de ouvir qualquer coisa que seja um pouco diferente do que estamos habituados. Se o chefe está triste, provavelmente está bravo. Se o cliente tem algum sotaque diferente, já é impossível entender.
 
Reflexão: 
Será que sempre nos certificamos se realmente entendemos não o que ouvimos, mas o que o outro falou e, principalmente, o que o outro quis dizer? 
O quanto nosso time está preparado para lidar com pessoas de outros estados e países, sem julgamentos, piadas ou preconceito?
 
A última não é uma estória, mas uma frase que ele disse: 
"Oportunidades são trenzinhos que passam na frente da nossa casa. Quer entrar ou não? O trilho é reto - se não entrar, este trem passou e não volta mais para você. Se entrar, pode ser que no meio do caminho terá de descer do trem e voltar pra casa a pé, é sempre um risco. Só que este trem passa para todos, independentemente do que você escolher fazer, outros também podem entrar. Empreender é muitas vezes se arrepender ou celebrar por não ter subido em um trem, e também se arrepender ou celebrar por ter subido em outro".
 
Reflexão:
Este aprendizado vale para nossas carreiras também, não é? Por mais experientes que sejamos, acho que nunca teremos certeza de que conseguimos enxergar as oportunidades que surgem. Será que estamos justificando racionalmente nossa covardia e medo de pegar alguns trens, usando frases bonitas e aparentemente inteligentes, com as quais todos vão concordar, mas que, no fundo, só mascaram nosso medo e nossa enorme vontade de fazer tudo como sempre fizemos?

Fonte: RH.com.br e Rosangela Souza

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto.Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso.
 

29
ABR
14

Comunicação: cuidado com a reputação profissional



 


Segundo um estudo global, realizado no ano passado com 1.023 profissionais, intitulado The Rise of Linguarati e conduzido por Michael Hulme, do Social Futures Observatory, o futuro da comunicação entre as empresas está nas videoconferências e nas redes sociais.
 
Mesmo que esses números não representem exatamente a realidade do mercado brasileiro, o fato é que o mundo está mudando a forma de se comunicar. São vários os fatores que contribuem para este movimento: o grande impacto dos custos que envolvem a telefonia fixa e as reuniões presenciais para as empresas, a agilidade e alcance da comunicação digital entre outros.
 
O viés dessa variedade digital do mundo moderno é que, como estamos todos conectados, há que se ter uma grande preocupação com a nossa imagem e reputação profissional. Estamos expostos, colocamos para o mundo nossa capacidade de expressão, ou seja, nossas qualidades e limitações linguísticas para quem quiser pesquisar. Além disso, também divulgamos nossas crenças e valores.
 
Com as redes sociais e as mensagens, as nuances de comunicação passaram a ficar muito mais complexas. Está difícil transitar entre os níveis de formalidade, principalmente na comunicação escrita. A questão é que a capacidade linguística dos profissionais impacta também a reputação das empresas para as quais trabalham, pois eles representam as marcas através de todos esses canais.
 
Portanto, se você não se preocupa com o que escreve, posta, comenta, curte e compartilha; ou se você acha que tudo fica apenas entre amigos, pare e pense: uma vez divulgada e repassada, dificilmente a informação será deletada. Sua reputação está a um clique!
 
*Sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto, autora do livro de poemas Fora da Linha e coautora do Guia Corporativo: Como Elaborar Política de Idiomas.
 
Fonte: Portal Vagas e Ligia Crispino

Ligia Crispino
 é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Formada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, possui cursos em Marketing de Serviços pela FGV; Gestão de Pessoas pelo Ibmec; Branding e Inteligência Competitiva, ambos pela ESPM; Business English em Boston. É analista quântica e dá palestras sobre comunicação, ensino, gestão de negócios e pessoas. Ligia escreve mensalmente para o VAGAS Profissões

29
ABR
14

O que aprendi com os empreendedores do momento


Há alguns dias fui convidada pela Exame PME para participar de um curso para empreendedores, leitores da revista. Depois de muitas reflexões, anotações e conversas, resumo hoje para vocês, leitores do portal Carreira & Sucesso, um pouco das estórias, ideias


 


Misturei para vocês as ideias do Marcos Galperin (MercadoLivre) , Eduardo L’Hotellier (Getninjas) , Aleksandar Mandic (Mandic Magic), Bel Pesce ( FazInova ), Carlos Souza ( Veduca)e  José Efromovich ( Avianca) e os agrupei em 10 temas principais.  Quem quiser conversar comigo sobre cada tema, terei o maior prazer.  Skype:  rose.f.souza/ email: rose@companhiadeidiomas.com.br

 

Sobre execução:


1) Simplifique todos os processos e os mantenha assim

2) Execução sem erros + Velocidade = Sucesso

3) Não se apaixone pelos problemas.   Não olhe só os buracos da estrada. Olhe para frente. Cuide dos problemas, mas não detalhe muito, senão perde o foco nas OPORTUNIDADES.
 

Sobre aprendizado:


1) Olhe para seus concorrentes. Aprenda com eles, não se feche em seu mundinho.

2) Não olhe só para seus concorrentes.  Aprenda com o padeiro da esquina. Amplie seu olhar.

3) Tenha curiosidade e humildade de aprender sempre, relacione o que vê com seu trabalho. Quando estiver no papel de consumidor, analise como se sente e o que provoca o sentimento.  É provável que quando você é o fornecedor, gere os mesmos sentimentos em seu cliente.
 

 

Sobre barreira de entrada:


1) Há negócios que praticamente não têm. Muita gente consegue montar uma cafeteria. Pouca gente consegue montar uma fábrica de reatores.

2) Independentemente do segmento em que você atua,  a barreira de entrada para seus concorrentes tem de ser a presença da sua empresa no mercado. Ela tem de ser tão diferenciada, que os candidatos a novos entrantes vão temer começar um negócio, porque terão você como concorrente.
 

Sobre escalabilidade:


1) Se toda vez que você crescer for necessário o mesmo esforço da primeira vez, é porque seu negócio não tem escalabilidade.  Isso só é bom se o cliente estiver disposto a pagar preço premium pelo seu produto ou serviço.  Se ele comparar seu preço ao de negócios que conseguem multiplicar a produção com custo cada vez mais baixo por causa do volume, você tem um grande desafio.

2) O compartilhamento de informações e de expertise contribui com esta escalabilidade. Se alguém na empresa já passou por isso, já fez aquilo, quais são os mecanismos que evitam o retrabalho?  Ou vai pagar para que um funcionário parta do zero para chegar a um lugar que o colega da outra área já chegou?
 

Sobre inovação:


1) Se é para transformar a realidade, não dá para partir só dela. Tem de ter uma pitada de surrealismo.

2) Ser o primeiro nem sempre é uma vantagem.  Os que vêm depois se beneficiam de novas tecnologias e de nossa expertise.
 

Sobre atendimento ao cliente:


1) Seu cliente está aonde? O que ele lê? Que sites frequenta?  Fique aonde ele estiver

2) Seu cliente precisa e você consegue construir? Então não fala que não tem, apenas pergunte para que dia ele precisa!
 

 

Sobre sorte:


1) Sorte é o encontro da vontade e da preparação com as oportunidades
 

Sobre empreender:


1) A diferença entre o empreendedor e o louco é que o empreendedor convence o outro da sua loucura

2) Empreender é correr risco. Como empreendedor, seu papel é mitigá-lo, obtendo as recompensas.

3) Vai abrir um negócio? Pense rapidamente nos seguintes aspectos:

a) Estratégia  – o que queremos ser, o que queremos conquistar?

b) Talentos – com que tipo de gente?

c) Estrutura de Capital – de onde virá o dinheiro para financiar o sonho?

d) Riscos – quais os perigos?

Sobre gente:


1) Nunca deixe que o sucesso suba à sua cabeça, e nem que o fracasso invada seu coração.

2) Não é reter talento. Retenção é aprisionamento. É engajar.

3) Tente não ficar só no  know how – saber como fazer, e parta para o  know why – saber por que fazer

4) Treina, treina, treina e eles vão embora? Então tente não treinar, não treinar e não treinar – e eles resolverem ficar!
 

 

Sobre networking:


1) Quer ter mais conexões? Pense em como pode facilitar a vida de outras pessoas, ofereça ajuda

2) Cuide melhor de quem você já tem – traga para mais perto

3) Peça conselhos , demonstre gratidão

4) Interesse-se genuinamente pelo outro, cultive amigos, esqueça o networking. Cultive relacionamentos, conecte pessoas a outras e a você.

5) Só faça aquilo que tiver sentido para você. As melhores estratégias são as que têm você dentro delas

 

Espero que estes empreendedores tenham inspirado você a refletir sobre o sentido de todas estas buscas profissionais.  Tem uma campanha publicitária recente que diz algo como “se vencer na vida tivesse uma relação só com trabalho, a expressão seria vencer no trabalho, e não na vida.”  Então, vamos usar o trabalho para vencer na vida!  Até o próximo mês.



Fonte: Rosangela Souza| Portal Carreira & Sucesso 


Rosangela Souza
 é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e 
ProfCerto.Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA.
Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e aluna do Pós-MBA da FIA/USP. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso.