Artigos de Gestão

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19
ABR
17

"Einstein Window": o horário de pico de sua capacidade cognitiva e energética



 



O nome "Einstein" é sinônimo de genialidade. Não é para menos, Albert Einstein publicou mais de 300 trabalhos científicos e mais de 150 obras não científicas. Dentre seus principais trabalhos, como todos sabem, está a teoria da relatividade. Recebeu o Prêmio Nobel de Física aos 42 e faleceu em 1955.

Por isso, foi criada a expressão "Einstein Window", que não é uma janela real. Na verdade, é o período do dia no qual você está no seu pico de capacidade cognitiva e energética, conseguindo, assim, fazer tudo de maneira produtiva e mais criativa. Você se sente bem e consegue facilmente manter o foco no que precisa ser feito e conclui as atividades rapidamente.

Se você não sabe em qual momento do dia se dá a sua Einstein Window para estudar e para realizar suas tarefas mais importantes no trabalho, melhor descobrir. Podemos não ter a genialidade do Einstein, mas podemos ser mais produtivos se nos conhecermos melhor e nos prepararmos. Para a maioria das pessoas, a janela na qual temos os picos de agilidade mental dura de duas a quatro horas, ou seja, é um período pequeno no qual podemos realizar muito!

Para aqueles que sabem o período da sua Einstein Window, o ideal é atacar, justamente nestas horas, aqueles 20% das ações e coisas que farão diferença nas suas vidas, que têm e trarão grandes resultados para os estudos ou carreira. Os 80% restantes são coisas não tão relevantes ou, até mesmo, desimportantes, só que são muitas delas que nos tiram do foco. Sendo assim, devem ser destinadas para outros períodos do dia. O mais comum é encontrar a seguinte classificação para nosso melhor período do dia: matutino, intermediário, vespertino e noturno.

Ainda bem que esta crença, “Deus ajuda quem cedo madruga”, passada de geração em geração, está sendo ressignificada com a comunicação digital. Muitas pessoas experimentam o home office e até o trabalho a distância em outra cidade, estado e até outro país. Com isso, as empresas passaram a aceitar o horário flexível e o banco de horas, contribuindo para a produtividade do time.

O teste abaixo foi publicado no jornal americano The New York Times  e pode ajudar você a determinar o seu período mais produtivo. Basta somar os pontos que estão à frente de cada alternativa que você selecionar e conferir o resultado depois das questões.

1. Você se sente alerta nos primeiros 30 minutos após acordar?
a) Nem um pouco alerta (1)
b) Um pouco alerta (2)
c) Alerta o bastante (3)
d) Muito alerta (4)

2. Ao acordar, você sente fome?
a) Nenhuma fome (4)
b) Pouca fome (3)
c) Com fome o bastante (2)
d) Com muita fome (1)

3. Um amigo te convida a fazer exercícios físicos junto com ele, para vocês se incentivarem. Ele só tem horário livre das 6h às 7h da manhã. Como você acha que seria o seu rendimento ao acompanhá-lo?
a) Bom (4)
b) Razoável(3)
c) Ruim (2)
d) Muito ruim (1)

4. Você precisa fazer uma atividade em que precisará estar totalmente concentrado e alerta. Se você pudesse escolher, qual seria o melhor horário para realizar essa atividade?
a) Das 8h às 10h (4)
b) Das 11h à 13h (3)
c) Das 15h às 17h (2)
d) Das 19h às 21h (1)

5. Você tem que ir para a cama às 22h. Com quanto sono você estará nesse horário?
a) Com muito sono, dormindo em pé (1)
b) Com bastante sono (2)
c) Com um pouco de sono (3)
d) Sem sono algum (4)

6. Para acordar de manhã, por exemplo às 8h, você é dependente do despertador?
a) Muito dependente, coloco a “função soneca” várias vezes e ainda tenho dificuldade (1)
b) Bastante dependente, preciso de uns minutos a mais na cama (2)
c) Levemente dependente, já me levanto no primeiro toque, mas não acordaria sozinho nesse horário (3)
d) Nem um pouco dependente, acordo antes dele despertar (4)

7. Por alguma razão, você foi para a cama bem mais tarde do que o habitual, mas não há necessidade de acordar em um horário determinado no dia seguinte. Que atitude mais se parece com a que você tomaria?
a) Acordaria no horário habitual e não voltaria para a cama (4)
b) Acordaria no horário habitual e ficaria rolando na cama tentando dormir mais (3)
c) Acordaria no horário habitual mas voltaria a dormir (2)
d) Acordaria mais tarde do que o habitual (1)


8. Você se considera uma pessoa diurna ou noturna?
a) Diurna (4)
b) Mais diurna que noturna (3)
c) Mais noturna que diurna (2)
d) Noturna (1)

Resultados
Some os pontos de cada resposta e veja o seu resultado para sua Einstein Window:

9 pontos ou menos
Você é uma autêntica coruja. Ama dormir pela manhã e não tem problemas para ficar acordado até bem tarde. Corujas ficam mais alertas um pouco mais tarde que as outras pessoas e são, injustamente, taxados de preguiçosos. Tente concentrar suas atividades no período noturno.

10 a 14 pontos
Você ama a vida noturna e gosta de ficar acordado até tarde e dormir boa parte da manhã. Mas você é flexível, e consegue se adaptar quando seu padrão de sono é interrompido.

15 a 22 pontos
Você não tem qualquer tendência especial. Em geral, fica satisfeito se levantando entre 6h e 7h e indo dormir entre 22h e 23h. Você costuma estar mais alerta pela manhã e no início da noite, e tem um período de menor atenção à tarde.

23 a 28 pontos
Mal se levanta, você está no auge da produtividade. Sua tendência é ser uma pessoa matutina; você gosta de se levantar cedo e não ficar acordado até muito tarde. E não lida muito bem com interrupções no seu padrão de sono.

29 a 32 pontos
Você é daqueles que acorda com os passarinhos. Os pássaros tendem a acordar por volta das 4h ou 5h da manhã e dormir às 21h. Você tem é mais produtivo nas primeiras horas do dia, e lida muito mal com modificações em seu padrão de sono.

Escrito por Lígia Velozo Crispino. Publicado em 19 de abril de 2017 no Portal Vagas Profissões. Editado por Lígia Velozo Crispino para o site da Companhia de Idiomas - Artigos de Gestão.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista do portal Exame.com. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes Paulista.

13
MAR
17

Líder que fala, líder que cala



 

 

Tem o líder que fala demais. Sou um deles.  Estou em recuperação, como um adicto tentando  “não fazer, só por hoje”. 

É muito tentador, para o líder que se acha experiente, fazer com que as pessoas  ouçam suas palavras “tão sábias” por horas.  

É muito difícil, para o líder servidor, resumir orientações, pois é tão gratificante ser útil! 

É muito prazeroso, para o líder vaidoso, ouvir a própria voz. Queria dizer que sou só o segundo tipo, mas a verdade é que sou um pouco dos três, infelizmente. 

Daniel Kahneman, aquele psicólogo que ganhou um Nobel de Economia, diz que normalmente somos mais seguros de nossas verdades do que deveríamos ser, pois cristalizamos nossas opiniões rápido demais.  E justamente quando nos mostramos tão cheios de verdade, que  ninguém nos ouve.  Pior quando o líder está irado e resolve falar sem filtro.  Inacreditável ver que ainda há líderes (líderes?) que gritam, humilham ou ridicularizam o funcionário; que são bélicos com todos e por tudo, em um exercício egóico que só termina em duas situações: 

a) quando são demitidos (sempre injustamente, segundo eles, pois são tão geniais) ou 
b) quando ficam doentes por conta do maio vilão, o stress. Ficam doentes muitas vezes por não encararem a vida com mais leveza. 

Sêneca já dizia que o melhor remédio para a fúria é o adiamento, o tempo. 

Mas entre os líderes fracos silenciosos que ficam em cima do muro e os gênios agressivos, deve haver o caminho do meio – que é meu caminho preferido, apesar de nem sempre encontrá-lo, por ele ser o mais escondido e íngreme. 

Os monges budistas ensinam a praticar a escuta compassiva. Aquele exercício de REALMENTE só ouvir com atenção, sem ter necessariamente de dizer nada sábio. Quando não nos sentimos obrigados a dizer algo genial, quem sabe escutamos o que o outro tem a dizer.  Santa Teresa D´Ávila também pedia a Deus para não envelhecer ocupando os ouvidos das pessoas com relatos detalhados sobre tudo, principalmente reclamações. 

Ousadia minha misturar aprendizados de um monge budista e uma santa católica, para aprender a hora de ouvir e de falar, de silenciar e de se posicionar.  Mas talvez a sabedoria esteja em algum lugar desta mistura, esteja na diversidade de perspectivas sobre o que é viver neste mundo. 

O bom líder poderia dizer mais vezes: “não sei decidir sozinho e por isso quero ouvir a todos para decidirmos juntos ao final da conversa, já que o assunto é complicado”. Isso é digno, é honesto, é humano. Bem difícil para quem se sente pressionado a dar a “melhor resposta” e não entende que o oposto do conhecimento não é a ignorância, é a busca.  Quando o líder se mostra como aquele que também busca, todos se conectam, se juntam pela causa.  E a “melhor resposta” é a mistura do que todos falaram, do que foi ouvido, e dos silêncios. 

Como disse o dramaturgo francês Victor Hugo: as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.   

Nós, líderes, não podemos ajudar a criar as tempestades só para depois nos sentirmos heróis ao juntar os escombros. Precisamos compreender e nos apaixonar pela causa, identificando novas causas - sem ficarmos eternamente mergulhados nas tarefinhas do dia a dia, que nos fazem sentir tão úteis – mas nos tornam tão irrelevantes para a empresa e para as pessoas. 

Precisamos compreender e nos apaixonar por gente, sem ficarmos eternamente mergulhados nos julgamentos do dia a dia, que nos fazem sentir melhores que os imperfeitos – e muito mais irrelevantes para a empresa e para as pessoas. 

Devíamos errar, acertar, desaprender e reaprender – tudo na frente, tudo junto deles, do time.  Talvez assim tenhamos um time de gente - e não de super heróis com um enorme trabalho diário pra esconder uns dos outros as suas falhas.  

Devíamos trabalhar para conquistar o mais difícil dos oxímoros: o silêncio que possibilita a eloquência, e a eloquência que possibilita a reflexão silenciosa.  

Escrito por Rosangela Souza. Publicado em 13 de março de 2017 na Revista Mundo RH. Editado por Rosangela Souza para o site da Companhia de Idiomas - Artigos de Gestão.

 

Rosangela Souza é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução/Interpretação pela Unibero, Business English na Philadelphia, USA. Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e PÓSMBA pela FIA/FEA/USP.  Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para MPMEs. Colunista do portal da Catho Carreira & Sucesso, RH.com e Exame.com.   Professora de Técnicas de Comunicação, Gestão de Pessoas e Estratégia na pós graduação ADM da Fundação Getulio Vargas/FGV.

17
JAN
17

Planejamento para Estudar Inglês (Parte 3)



 

 
 
3) Escolha do formato de curso
Há inúmeras opções de escolas, professores particulares e recursos para estudar inglês. A grande questão é avaliar se a metodologia será adequada ao seu estilo de aprendizagem e se os professores são qualificados.

O que avaliar ao escolher o melhor fornecedor? Prepare-se para falar como coordenador pedagógico ou o professor particular:


-
Qual material será usado no curso? É próprio, customizado para o aluno ou de editoras, on-line?
- Que recursos extraclasse são oferecidos? Exemplo: conteúdo on-line, portal, aulas extras, aulas de reforço, jogos...
- Como é a metodologia da escola e como vocês corrigem os erros dos alunos em aula?
- E se eu não estiver acompanhando o grupo, o que acontece? Vocês dão suporte? 
- Qual é a duração das aulas? (Porque há escolas que oferecem aulas de 50 minutos e cobram valor hora.)
- Qual é o programa total? (Carga horária de cada estágio e quantos estágios para chegar ao nível avançado.*)
- Qual o número máximo de alunos por turma? (Aqui é importante cruzar a duração das aulas X número de alunos. Quanto mais alunos, menos tempo de prática assistida pelo professor você terá. Qual é o problema? Você poderá falar pouco e, quando falar, nem sempre seu professor ouvirá e fará eventuais correções dos seus erros.)
- As salas são montadas com alunos de níveis diferentes de proficiência? (Por conta da dificuldade de montar grupos com o mesmo nível, várias escolas adotaram os grupos multi-nível. Isso pode ser um fator limitante no processo de aprendizagem, pode gerar frustrações e bloqueios.)

*Essa pergunta é relevante por conta do que descreve a CEFR (Common European Framework of Reference):

Nível

Descrição

A1

INICIANTE (até 80 – 100 horas)

 

Pode entender e usar expressões familiares do dia a dia, bem como frases básicas direcionadas a satisfazer necessidades concretas.

A2

BÁSICO (até 180 – 200 horas)

 

Pode se comunicar de maneira simples em situações familiares que requeiram troca de informações curtas e precisas.

B1

INTERMEDIÁRIO (até 350 – 400 horas)

 

Pode entender os pontos principais sobre assuntos do dia a dia. Pode lidar com situações cotidianas de turismo. Capaz de produzir textos simples. Pode descrever experiências, eventos, sonhos, desejos e ambições, além de opinar de maneira limitada sobre planos e discussões.

B2

USUÁRIO INDEPENDENTE (até 550 – 600 horas)

 

É capaz de entender textos complexos sobre temas variados. Pode interagir com falantes nativos de forma que a comunicação ocorra sem esforço por parte de nenhum dos interlocutores. Pode produzir textos claros e detalhados e defender um ponto de vista sobre temas gerais.

C1

PROFICIÊNCIA EFICAZ (até 750 – 800 horas)

 

É capaz de compreender textos extensos e com certo nível de exigência. Sabe expressar-se de forma fluente e espontânea sem fazer muito esforço. Pode fazer uso efetivo do idioma para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Pode produzir textos claros, bem estruturados e detalhados sobre temas de certa complexidade.

C2

DOMÍNIO PLENO (até 1000 – 1200 horas)

 

É capaz de compreender com facilidade praticamente tudo que ouve e lê. Pode expressar-se espontaneamente com grande fluência e com um grau de precisão que lhe permita diferenciar pequenas nuances de significado, inclusive em situações de maior complexidade.


Se você quiser fazer essas perguntas para um especialista da Companhia de Idiomas, basta agenda um horário com roselicampos@companhiadeidiomas.com.br, teremos prazer em esclarecer como desenhamos cursos sob-medida para nossos alunos.

Escrito por Lígia Crispino. Publicado em 27 de janeiro de 2017 para Vagas.com. Editado por Lígia Crispino para o site da Companhia de Idiomas - Artigos de Gestão.

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista dos portais RH.com, Revista da Cultura e Exame.com. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes.